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Estado de Minas DÉCIMO TERCEIRO

Pessimistas, belo-horizontinos pretendem usar o 13º para pagar dívidas

A percepção dos consumidores sobre a economia segue baixa, considerada pessimista pelos critérios da pesquisa do Ipead/UFMG.


08/11/2022 15:56 - atualizado 08/11/2022 17:46

Fila em lotérica.
Apenas 51,9% dos consumidores ouvidos vão receber o 13º neste ano. (foto: Beto Novaes/Estado de Minas)
Pagar contas atrasadas e quitar dívidas será o principal destino do 13º salário dos belo-horizontinos. Pessimistas com a situação da economia, apenas 2,75% dos moradores da capital pretendem usar esse dinheiro para viajar, menos do que no auge da pandemia do coronavírus.

Apenas 51,9% dos consumidores ouvidos vão receber o 13º neste ano. Destes, 37,6% pretendem pagar contas atrasadas e quitar dívidas; 28,4%, poupar o dinheiro; 7,34% vão realizar investimentos; e 6,42% não sabem o que vão fazer quando o salário cair na conta.

Compras de fim de ano (4,59%), dar entrada ou antecipar parcelas de financiamentos (3,67%), poupar para gastos escolares em 2023 (2,75%), viajar (2,75%), pagar impostos no ano que vem (1,83%) e presentes de Natal (0,92%) são os últimos objetivos de utilização do benefício.

Viajar é, desde que a pesquisa começou em 2015, um dos principais objetivos de quem vai gastar o 13º. Neste ano, sem restrições de circulação de pessoas e com destinos turísticos a pleno vapor, a expectativa, de 2,75%, é menor que no auge da pandemia da COVID-19, no final de 2020, quando foi de 3,42%.
 

Pessimismo

A maioria dos belo-horizontinos estão pessimistas com a economia.

O Índice de Confiança do Consumidor, que avalia a percepção dos consumidores sobre a situação econômica do país, inflação, emprego, situação financeira da família e a pretensão de compra, ficou em 40,97 pontos, entre 0 (pessimismo total) e 100 (otimismo total).

Houve um aumento do ano passado para cá, quando o índice ficou em 34,84 pontos. A melhoria foi mais expressiva na percepção sobre emprego (33,75) e inflação (29,76), que subiram 84% e 46%, respectivamente, no período. Mesmo assim, ambos continuam menores que 50 pontos, marcador que separa o pessimismo do otimismo.

A pretensão de compra está em 42 pontos, considerada baixa. Vestuário e calçados representam 24% dos produtos que as famílias pretendem consumir neste mês, bem acima dos outros grupos – 8,57% em turismo, 6,67% em eletrodomésticos, 6,67% em móveis, 5,71% em veículos e outros.

Os dados são do Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foram ouvidos 210 consumidores, com recortes de sexo e renda familiar representativos do total da população da capital.


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