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Estado de Minas CONSEQUÊNCIA DAS CHUVAS

Preço no sacolão chega a variar mais de 500% em Belo Horizonte

Economista explica que chuvas afetaram a colheita do início do ano, resultando em oferta menor que a demanda e produtos 'machucados' nas prateleiras


17/01/2022 09:42 - atualizado 17/01/2022 12:11

Sacolão
(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 25/01/2021)

 

Mais uma consequência das fortes chuvas sobre Minas Gerais nas primeiras semanas de janeiro afeta ainda mais o bolso e a mesa da população: a alta nos preços das frutas, legumes e verduras nos sacolões. Uma pesquisa feita pelo site Mercado Mineiro revela que a variação de preços dos produtos pode ultrapassar os 500%. 

 

O levantamento foi feito em 18 sacolões de Belo Horizonte entre os dias 12 e 14 de janeiro. “As chuvas, sem dúvida nenhuma, impactaram muito os produtos, que estão, além de baixa qualidade, não atendendo toda a demanda. Com isso, os preços estão variando muito e estão mais altos”, explica o economista e coordenador do Mercado Mineiro e aplicativo comOferta, Feliciano Abreu. 

 

A maior variação observada é o quilo do quiabo, que pode ser encontrado por R$ 3,98 e até R$ 24,80, uma variação de 523%. O quilo da batata-inglesa varia entre R$ 1,98 e R$ 7,99, variação de 303%. O tomate comum pode ser encontrado nas bancas por R$ 2,98 e até R$ 11,99, diferença de 302%. Ainda entre os legumes, o menor preço do quilo de chuchu é R$ 4,49 e o maior, R$ 9,99, diferença de 253%. 

 

Entre as verduras, há variações superiores a 100%, como o caso da couve, cujo menor preço entre os 18 estabelecimentos pesquisados foi de R$ 0,99 e o maior, R$ 2,00, variação de 102,2%. A salsinha e a cebolinha podem custar R$ 0,99 cada, até R$ 1,99, variação de 101,01%. 

 

Entre as frutas, o destaque é o abacaxi, que pode custar R$ 2,98 e até R$ 9,99, uma variação de 235%. O mamão havaí custa de R$ 2,98 a R$ 9,90, diferença de 232%. O limão thaiti A banana prata varia 125%, com preço mínimo de R$ 3,99 e máximo de R$ 8,99 o quilo. O quilo da laranja pera é encontrado por R$ 1,99 e R$ 4,98, diferença de 150%. 

Variações de preços no sacolão
(foto: Arte/Soraia Piva)

 

Alta não é de hoje

 

Segundo Abreu, as chuvas anteriores ao período mais intenso também contribuíram para que os preços médios disparassem nos sacolões. De setembro a janeiro, por exemplo, o quilo do jiló, pelo preço médio, subiu de R$ 5,37 para R$ 10,71, aumento de 99%. O quilo da cenoura vermelha foi do valor médio de R$ 3,24 em setembro do ano passado para R$ 5,96 em janeiro deste ano, aumento de 84%. O quilo de beterraba subiu 25% pelo preço médio, variando de R$ 3,65 a R$ 4,56. 

 

“O importante neste momento para o consumidor é ficar de olho nos dias de oferta, principalmente dos sacolões e dos supermercados para, além de comprar produtos que estão eventualmente na safra, tentar comprar um produto que esteja dentro da faixa de preço médio. Pelo menos para que ele possa esperar que a nova produção entre, dentro de um mês ou dois, porque não é do dia para a noite. E a chuva estragou bastante a colheita do início deste ano”, orienta o economista. 

 

A pesquisa completa está disponível no site do Mercado Mineiro


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