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Estado de Minas PREGÃO MARCADO

Leilão do Othon Palace Hotel, em BH, será feito on-line; veja data e hora

Lance mínimo é de R$ 30 milhões, com incremento mínimo de R$ 5 mil. Lances poderão ser cadastrados a partir das 14h de 6 de outubro


21/09/2020 22:28 - atualizado 21/09/2020 22:41

Othon Palace Hotel, em Belo Horizonte, fechou as portas há quase dois anos após acumular dívidas(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 18/11/2018)
Othon Palace Hotel, em Belo Horizonte, fechou as portas há quase dois anos após acumular dívidas (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 18/11/2018)

 

O leilão do prédio que abrigava o Othon Palace Hotel, no Centro de Belo Horizonte, vai ocorrer pela internet em 6 de outubro (terça-feira). O lance mínimo é de R$ 30 milhões, com incremento de R$ 5 mil ao menos. As propostas poderão ser dadas neste link a partir das 14h dessa data.

 

De acordo com a Rymer Leilões, responsável por administrar o pregão, o valor a ser incrementado poderá ser parcelado em até 10 prestações mensais, consecutivas e de mesmo valor.

 

O depósito será feito em uma conta do Banco do Brasil vinculada ao leilão e juízo da 5ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro.

 

Ao ser inaugurado, em 1978, em imponente prédio de 25 andares, na Avenida Afonso Pena, entre as ruas Tupis e Bahia, em frente ao Parque Municipal, o Othon Palace de BH contava com quase 300 quartos, e, por alguns anos, foi o único hotel de luxo da cidade.

 

Ao fechar as portas, em 2018, após 40 anos de funcionamento, apresentava um prejuízo acumulado de R$ 40 milhões. O passivo total – sobretudo em tributos – somava R$ 527,1 milhões.

 

Foram 170 funcionários demitidos, além de impacto provocado em mais de 64 áreas da economia fomentadas pela hotelaria.

 

Especialista avalia 

Em entrevista ao Estado de Minas em agosto, quando o leilão foi anunciado, Guilherme Sanson, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-MG), avaliou o pregão do Othon Palace.

 

Mesmo reconhecendo "a dificuldade em definir um preço adequado", disse que pela imponência, importância e localização do prédio do antigo hotel, acreditava que "deverá obter um preço justo".

 

Também viu com otimismo o leilão, uma vez "que será um prédio a menos, entre tantos, vazios na cidade. Mesmo que o comprador utilize para outras atividades fora do ramo da hotelaria, vai contribuir na geração de empregos".


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