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Estado de Minas AMOR NA PANDEMIA

Dia dos Namorados em BH será o mais 'magro' dos últimos cinco anos

Apesar da expectativa do comércio, pesquisa mostra que só uma em cada quatro pessoas pretende presentear o parceiro


postado em 03/06/2020 19:09 / atualizado em 03/06/2020 19:53

Namorados de BH devem trocar menos presentes em 2020, aponta pesquisa IPEAD/UFMG(foto: Leandro Curi /EM/D.A. Press)
Namorados de BH devem trocar menos presentes em 2020, aponta pesquisa IPEAD/UFMG (foto: Leandro Curi /EM/D.A. Press)
O Dia dos Namorados deve ser de mais proximidade, mas de menos presentes em Belo Horizonte. O panorama foi identificado em pesquisa que monitora a pretensão de compra para a data. Em meio ao combate à pandemia de COVID-19, com isolamento social e medidas de restrição ao funcionamento do comércio na capital, apenas uma em cada quatro pessoas têm intenção de presentear na ocasião. Os valores dos agrados, no entanto, estão mais altos.

De acordo com o levantamento do IPEAD/UFMG - Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas, apenas 27,14% dos entrevistados pretendem presentear no Dia dos Namorados.

O número representa queda de 15% em relação a 2019, sendo o resultado mais baixo dos últimos cinco anos.

O restante (72,86%) disse que não deve trocar presentes. Excepcionalmente neste ano, os questionamentos foram feitos exclusivamente por telefone.

Considerando apenas aqueles que disseram pretender comprar presentes, o valor do agrado subiu. O ticket médio ficou acima do observado no ano passado, com aumento de aproximadamente R$ 8 (+9,49%), chegando aos R$ 99,12.

Ao ser deflacionado pelo subgrupo Vestuários e Complementos, componente do IPCA-IPEAD, a elevação representa um aumento real de 7,77%.

Entre os detalhes do resultado, observa-se que cerca de 64% dos consumidores pretendem gastar valor igual ou inferior ao do ano passado.

Já a diferença entre os que disseram dispor menos dinheiro (21% em 2019 para 32% em 2020) foi maior em comparação aos que anunciaram que podem elevar os gastos (de 14% para 19%, respectivamente). 

Índice melhor, mas consumidor ainda pessimista


A pesquisa também apontou as expectativas do consumidor. Após forte queda em abril, o Índice de Confiança do Consumidor, ICC-BH, apresentou recuperação de 8,70% em maio, atingindo 33,44 pontos.

No entanto, o indicador ainda permanece bem abaixo dos 50 pontos, nível que separa o pessimismo do otimismo.

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