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BH tem deflação, mas preço da cesta básica dispara em plena pandemia

Queda dos preços por causa da retração do consumo foi a maior em meses de maio desde 1995; já a cesta básica atingiu o maior valor desde junho de 1994


postado em 03/06/2020 18:00 / atualizado em 03/06/2020 19:42

Efeitos da pandemia de COVID-19 são sentidos em indicadores econômicos na capital mineira(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
Efeitos da pandemia de COVID-19 são sentidos em indicadores econômicos na capital mineira (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
O custo de vida em Belo Horizonte caiu em maio. A deflação, de 0,39% em relação a abril, foi identificada pela pesquisa IPEAD/UFMG – Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas  – que mede as variações a partir dos preços de produtos e serviços. Já o custo da cesta básica apresentou a quarta alta consecutiva em maio (1,79%) e atingiu o maior valor já observado na série histórica da pesquisa, iniciada em junho de 1994. 

As mudanças na rotina dos belo-horizontinos, impostas pelo combate à pandemia do novo coronavírus (COVID-19), com isolamento social e restrição de funcionamento de parte do comércio, podem ser notadas em alguns destaques da pesquisa.

Entre os 11 itens que compõem o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as maiores quedas registradas foram verificadas no consumo de bebidas em bares e restaurantes (-2,82%), em alimentos de elaboração primária (-2,22%) e produtos administrados (-1,52%).

Por outro lado, destacam-se as altas no consumo de alimentos in natura (3,12%) e de artigos de residência (2,13%).

De acordo com a pesquisa, o IPCA de Belo Horizonte, que mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, apresentou queda de 0,39% no período. Já o Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR), referente às famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, registrou baixa de 0,36%.

O resultado foi o pior desde 1995, se considerados apenas os números dos meses de maio.

Entre os produtos e serviços que mais contribuíram para a queda na variação estão etanol e gasolina (-10,68% e -7,16%, respectivamente), lanche (-4,61%) e gás/GLP (-4,30%). Já a cebola (39,58%) e a batata inglesa (32,60%) registraram alta forte e seguraram o índice de deflação na capital.

Cesta básica cada vez mais cara


Os produtos da cesta básica estão custando R$ 490,15, que equivale a 46,9% do salário mínimo (R$ 1.045). A principal responsável por esse aumento da cesta no mês de maio foi a batata inglesa com 32,60% de aumento no mês e 80,26% acumulado no ano.

A deflação de maio em BH influenciou uma queda na inflação acumulada nos últimos 12 meses. O índice ficou abaixo da meta de 4%, definida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2020, pela primeira vez no ano, somando 3,63%.

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