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Estado de Minas

Inflação e juros vão cair, mas retomada só no fim do ano

Ano começa com desemprego crescente e reformas na pauta


postado em 01/01/2017 06:00 / atualizado em 01/01/2017 07:53

(foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
(foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
O alívio com o fim de 2016 (ano terrível no cenário econômico brasileiro) se mistura com as incertezas sobre o que esperar em 2017. As projeções do mercado financeiro e de investidores são de melhorias na economia nacional neste ano, mas a retomada será lenta e arrastada. Os resultados positivos devem começar a surgir apenas no segundo semestre.


O desemprego, que hoje atinge mais de 12 milhões de brasileiros, vai continuar assombrando milhões de trabalhadores nos dois primeiros trimestres de 2017. Economistas avaliam que o aumento do emprego será um dos últimos passos da ainda incerta recuperação econômica. Alguns institutos apostam que o percentual de desempregados continuará subindo até julho, alcançando a preocupante marca de 15% da população economicamente ativa.

A maior preocupação no momento é retomar o aumento da produtividade e estabilizar o mercado de trabalho. Em sua mensagem de fim de ano, o presidente Michel Temer (PMDB) pediu aos brasileiros que façam um “pensamento positivo” para que 2017 seja um ano de esperança. “2017 será um ano novo, não será uma prorrogação de 2016”, disse.

No entanto, o Palácio Planalto não vê solução rápida para o problema que mais aflige os brasileiros e acompanha as estimativas do mercado de que os resultados negativos continuarão no primeiro semestre. “(O combate ao desemprego) Será um tema que começará a ser consolidado e efetivado, pelas projeções da equipe econômica, a partir do segundo semestre, quando é provável que venha a cair a partir de medidas que temos tomado”, afirmou Temer.

Depois de dois anos consecutivos com retrações no Produto Interno Bruto (resultado inédito na história do país), economistas projetam uma pequena alta, próxima da estabilidade, para 2017. A previsão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que o PIB do Brasil cresça 0,5% nos próximos 12 meses. Para o Ministério da Fazenda a economia crescerá 1% este ano, uma projeção mais pessimista do que a feita em agosto (1,6%). Para os analistas do mercado financeiro, que em outubro previam expansão de 1,3% do PIB, o crescimento econômico do Brasil será de 0,5%.

“O ano de 2017 será caracterizado por um início ainda muito difícil. A questão fiscal permanecerá crítica e fonte de desestabilização e incertezas no longo prazo”, diz o estudo da CNI. O levantamento ressalta que o resultado dependerá da aprovação de algumas reformas na legislação, como a previdenciária e a trabalhista.

Menos inflação, menos juros

A inflação e a taxa de juros trazem boas perspectivas para este ano. Economistas do mercado financeiro e os analistas do Banco Central apostam que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) fique próximo da margem de 4,5% determinada pelo governo em 2017. A inflação deve continuar perdendo força nos primeiros meses do ano, principalmente devido ao desaquecimento da economia.

O corte da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central deve continuar nos próximos meses, mas com ritmo moderado. A redução não deverá gerar grandes impactos para o consumidor, mas deve melhorar o ambiente para a retomada dos investimentos. A taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, deve cair para 10,5% no fim do ano nas contas do mercado financeiro.
Já as contas públicas, que este ano registraram déficit recorde, devem fechar 2017 com um rombo de R$ 139 bilhões. Como a partir deste mês entram em vigor as normas aprovadas na PEC do Teto dos Gastos Públicos, o governo espera que a confiança no equilíbrio da economia brasileira volte a atrair investidores externos.

A equipe econômica, comandada por Henrique Meirelles, terá como principal desafio nos próximos meses conquistar apoio de vários setores da sociedade para que as reformas da Previdência e trabalhista sejam aprovadas no Congresso.

Entre as medidas propostas estão a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, o fim da diferença entre homens e mulheres para a idade mínima de se aposentar e a obrigatoriedade de se contribuir por 49 anos para obter aposentadoria integral. Movimentos sociais e entidades sindicais criticam as medidas e prometem se mobilizar contra as mudanças.


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