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Turismo: caiu o ministro, e eu com isso?!

Saiba porque o que acontece no Ministério do Turismo não está tão longe da realidade da maioria das pessoas, mesmo que você não trabalhe com turismo


15/12/2020 06:00

(foto: Reprodução )
(foto: Reprodução )

No meu primeiro texto aqui na coluna, escrevi sobre o que as pessoas ganham quando um governo investe em turismo e em cultura. Alguns ministérios e seus investimentos acabam sendo bem óbvios para toda a população, afinal qualquer um consegue entender a importância de se investir em saúde, educação e segurança. Claro, essas questões batem à nossa porta todos os dias. Mas alguns setores, que não fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas são de extrema importância para o desenvolvimento de um país, mas como não fazem parte dessa rotina, acabam meio que a deriva. A gente sabe que é importante, mas não sabe explicar o por quê.
É o caso do turismo. Normalmente as pessoas só pensam em turismo quando estão planejando uma viagem, e acabam encarando apenas as questões mercadológicas, como passagens aéreas ou rodoviárias, hospedagens e locais para visitar. Quando chegam em um local que gostam, já pensam: “Nossa, minha cidade é muito ruim mesmo. Por que não tem isso lá? Ia ser tão simples fazer uma coisa dessas por lá”. Já quem trabalha com turismo – sim trabalhamos com turismo, não “mexemos” com turismo – já se acostumou a explicar que nem sempre o trabalho é vender pacotes, trabalhar num hotel, guiar turistas em um destino, ou ainda, transformar a fantasia do turista que viu uma iniciativa bacana em outro lugar em realidade. Existe uma atuação bem mais estratégica e que demanda bastante estudo. O turismo pode acontecer por inércia?! Sim, pode. Diversos locais que são naturalmente bonitos atraem pessoas, e por consequência, o comércio e serviços começam a se movimentar. É um movimento natural, porém perigoso.

E é aí que entra a importância de estruturas competentes para gerir esta atividade de maneira mais holística. Entre estas estruturas está o Ministério do Turismo, que é responsável por propor políticas públicas para o setor, de forma que o turismo seja uma atividade econômica sustentável. Ou seja, o ministério precisa ter capilaridade e competência suficiente para atuar junto a governos estaduais e municipais, entidades de classe, empresariado e populações.

Quem está envolvido com o tema, precisa entender estas estruturas para atuar (e até mesmo cobrar) de maneira eficiente. Confira também o texto que falei sobre o Ministério do Turismo e a Embratur. Não é tarefa simples. Por isso a importância de se ter a pasta encabeçada por um líder capaz de transitar bem entre o político e o técnico, e fazer com que o turismo seja produtivo não apenas para quem empreende ou trabalha diretamente com ele, mas para toda uma população que pode ser beneficiada pelo investimento em áreas não essenciais. Mas que que são capazes de garantir uma melhor qualidade de vida e o desenvolvimento a médio e longo prazo.

Recentemente a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) lançou um relatório intitulado “Como estará o mundo em 2030?”, onde aponta as macrotendências mundiais e as oportunidades para o Brasil. São 8 macrotendências elencadas e uma delas é a expansão do entretenimento e turismo. Para acompanharmos essas tendências é urgente que o turismo seja tratado de maneira séria e competente. O lazer e o entretenimento já não são artigos supérfluos, mas essenciais para a saúde emocional das pessoas. E é isso que a gente tem quando cai ou sobe um ministro do turismo.
Entender que não pode ser uma pasta de moeda de troca política, que um trabalho bem feito e estruturado precisa ser reconhecido e continuado. Aí sim, poderemos ter como retorno o desenvolvimento a partir desta atividade que diverte tantas pessoas, mas que para quem trabalha não é diversão, apesar de prazeroso. 


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