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Estado de Minas TURISMO E NEGÓCIOS

Rumo a 2021: o que esperar do turismo no ano que vem?

Como a pandemia afetou o comportamento no turismo e o que turistas, trabalhadores, gestores e empresários do setor podem esperar para 2021


17/11/2020 06:00 - atualizado 17/11/2020 07:14

Em semana de renovação política e com as primeiras decorações de natal começando a dar as caras, já vale começar a fazer planos para o ano que vem. Planos de lazer e de trabalho já sobrevoam nossas cabeças, mas o que podemos esperar do setor de turismo e viagens? O que será que se desenha para o próximo ano? Conseguirá o setor se recompor e escrever uma nova história? Poderemos viajar com mais tranquilidade? Até quando os protocolos seguirão rígidos? Será que a paz só voltará com a vacina?

São muitas dúvidas que pairam sobre nós e muitas perguntas sem respostas. Mas alguns cenários já são possíveis de vislumbrar. E como a esperança é a última que dorme, porque morrer não morre nunca, vale uma análise geral da situação atual para começarmos a planejar o turismo no próximo ano de maneira mais otimista.

Um dos motivos que coloca o turismo no fim da fila da retomada, acaba sendo a máxima que tem sido divulgada nos últimos meses: “se puder, fique em casa”. E a verdade é aprendemos desde cedo que viajar é coisa supérflua, e nesse caso, acabamos podendo ficar em casa. Obviamente que diante de um cenário mais catastrófico, o ideal é suspender as viagens. Mas agora, para mantermos ou recuperarmos a saúde emocional das pessoas e a saúde administrativa de um setor inteiro, é necessário que comecemos a sair de casa. Ainda que com todas as parafernálias de segurança necessárias, com máscaras, álcool e etc, precisamos começar a ver o sol novamente.

O Ministério do Turismo lançou o plano de retomada do Turismo, com iniciativas para o setor e parcerias com o trade que atua no turismo, onde ações e diretrizes foram traçadas. Independente de questões políticas, tecnicamente o setor precisa recomeçar com mais força. Para quem turismo é trabalho, é importante estar atento aos novos rumos, como as campanhas que serão realizadas tanto em níveis nacional quanto estaduais, e a adesão ao “Selo Turismo Responsável”, que indica que os empreendimentos estão seguindo os protocolos de biossegurança baseados nas boas práticas de higienização de cada segmento do turismo. Entender bem as linhas de crédito direcionadas para o setor, pode ajudar bastante na recuperação. Já para quem turismo é lazer, há que assumir a partir de agora um certo “estudo” antes mesmo de fazer as malas. O Movimento Supera Turismo Brasil que une pessoas físicas e jurídicas em busca da retomada segura da atividade turística, tendo em vista a importância social, cultural, econômica e ambiental do setor para o desenvolvimento sustentável no pós-COVID-19 no Brasil, também lançou o Guia do Viajante Responsável. Afinal, para sair de casa, o comportamento de segurança deve ser uma via de mão dupla.

Em Minas Gerais, já podemos ver alguns sinais de novidade. Seja para belorizontinos ou turistas, recentemente foi lançado o novo Circuito Cultural da Liberdade, que extrapola os limites físicos da praça e apresenta outras possibilidades na cidade. Ou seja, já é possível se falar de turismo na capital mineira além do turismo de negócios. No interior, várias estratégias já estão sendo pensadas e começando a ser colocadas em prática, para evitar o turismo de massa e valorizar as viagens em ambientes de natureza. Claro que já é o momento de apresentarmos, não só Minas Gerais, como também o país inteiro sob novas perspectivas de viagens. O turista pós pandemia já busca não só a biossegurança, mas agora busca inovação nas viagens com elos entre a tecnologia moderna e o que há de mais primitivo em nós, como o contato com a natureza.

O setor vai precisar se reinventar ainda mais para se adequar a essas novas realidades, e os viajantes também terão que reaprender a consumir turismo. Afinal, agora não basta escolher o que visitar, onde comer e onde ficar analisando se os destinos e empreendimentos são responsáveis social e ambientalmente. O próprio turista, precisará assumir um comportamento responsável social e ambiental para desfrutar de destinos turísticos. Talvez fosse essa a grande revolução que o setor precisava para se tornar técnico na medida certa: menos turismo de massa e mais turismo responsável, por todas as pontas que compõem a atividade. E você, está preparado para assumir esse novo comportamento turístico em 2021?


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