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Estado de Minas CORONAVÍRUS

COVID-19: Reabertura do comércio não significa o fim da pandemia

O retorno de algumas atividades passa uma falsa sensação de segurança, mas a realidade é que agora é hora de aumentar o cuidado


postado em 05/06/2020 06:00

Reabertura do comércio em BH é feito em etapas e pode haver avanços e recuos(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Reabertura do comércio em BH é feito em etapas e pode haver avanços e recuos (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Quando o mundo iniciou as medidas de proteção contra o novo coronavírus, muitos cientistas alertaram para um fato (ou problema) que estamos vivenciando agora: quanto melhor for o desempenho do isolamento social, maior será a sensação de que ele era desnecessário.

Nos últimos dias, muitas cidades brasileiras colocaram em prática os planos de reabertura gradual e, mais uma vez, a desinformação pode prejudicar muito as medidas de controle. As ações de prevenção continuam necessárias e não houve exageros nos locais que optaram pelo cuidado mais rigoroso.

Na semana em que o plano de Belo Horizonte foi iniciado, escutei algumas falas que acenderam um sinal de alerta para a necessidade de explicar o que, de fato, as reaberturas representam e co que é esperado de nós na luta diária contra o novo Ccronavírus. 

" O pior já passou, a cidade vai voltar ao normal."
"Falei que era exagero"
"Ver as pessoas, lojas abertas, a vida voltando ao normal me faz sentir mais seguro"
"Agora posso concluir tudo que estava esperando"

Se você chegou a pensar em algo parecido com isso, a resposta é: AINDA NÃO ESTAMOS SEGUROS. Não devemos afrouxar os cuidados e medidas de proteção que já conhecemos: higienização correta das mãos, uso de máscaras, álcool gel quando não for possível lavar as mãos e, principalmente, manter o isolamento social. Não é hora de voltar a fazer encontros na casa de familiares e amigos, não é hora de sair para passear na rua, não é hora de levar a família para fazer compras, o pior ainda não passou.

As localidades que conseguiram manter o sistema de saúde sob controle e iniciaram o movimento de reabertura não estão livres de uma nova onda de aumento de casos. Esses planos consideram a taxa de transmissibilidade, a ocupação dos leitos hospitalares e a capacidade de testagem de cada local.

As cidades estão entendendo que, com os dados atuais, a região consegue atender bem os casos graves sem um colapso da saúde, porém é uma decisão baseada no comportamento da pandemia naquele local, até aquele momento. Diante de uma nova realidade, novas práticas e afrouxamento das medidas de segurança poderá ser observada uma nova curva, com mais casos e, inclusive, com mais pacientes graves necessitando de atendimento hospitalar adequado. Se isso acontecer, será necessário refazer toda a análise da nova situação.

Os planos são divididos em fases, é uma forma de agir lentamente para que nada saia do controle, um passo de cada vez para que os problemas que eventualmente surgirem possam ser resolvidos com maior tranquilidade. Estamos falando de erros que podem causar milhares de doentes por dia e mortes. Se em uma semana de reabertura de um grupo, a cidade observar aumento significativo de casos de COVID-19, é hora de colocar o pé no freio novamente. Se a situação ficar dentro do esperado, é sinal que é possível dar sequência no plano. 

O dia após o pico não será tranquilo, devemos pensar em uma montanha como o Everest com 8.848 metros de altitude; quando o alpinista chega no ponto mais alto de sua aventura ele tem que descer e, provavelmente, encontrará tantos riscos quanto encontrou na subida e, talvez precisará do mesmo tempo que gastou para subir. Este alpinista só estará seguro quando estiver em casa tomando seu café quentinho com pães de queijo. 

Um dia melhor que outro não quer dizer um dia bom. Já observamos o registro de 1.346 mortes em único dia (03/06/2020) e 33.274 notificações da doença em 30/05, não estamos falando de números acumulados, são números registrados de casos novos naquele dia! Claro que se em um dia morreram 1.346 pessoas e no dia seguinte morrer 1.000 é uma notícia melhor, mas está muito longe de ser uma notícia boa.

Indo diretamente ao ponto, a famosa curva de casos a ser achatada é razoavelmente simétrica, então não podemos nos iludir que o desafio era chegar no ponto mais alto da curva e no dia seguinte retomar uma vida de paz, tranquilidade e retorno às atividades. O que é esperado de nós é viver durante a pandemia com responsabilidade, respeito e cuidado para não chegarmos no caos e no colapso. Se é que estamos realmente próximo do pico da pandemia podemos esperar pelo menos mais meio milhão de novos casos de COVID-19 no Brasil e duração igual ao que já passamos.

Não afrouxe suas medidas, não duvide dos dados, não conteste a ciência com opiniões. Siga intensamente as medida de isolamento e todas orientações que estão sendo divulgadas. A descida do monte Everest é tão perigosa quanto a subida. Se tudo der certo vamos ter café, pão de queijo, um delicioso feijão tropeiro no almoço, uma sopinha no jantar e quem sabe conseguir dormir e sonhar novamente.

Tem alguma dúvida ou gostaria de sugerir um tema? Escreva pra mim: ericksongontijo@gmail.com 

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

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