CINEMA E POLÍTICA

‘O Agente Secreto’ e o Oscar: bolsonarismo, desta vez, foi mais contido nas críticas

Governistas celebraram as quatro indicações de O Agente Secreto, enquanto a direita foi discreta, com exceção de Mário Frias, que atacou o filme e Wagner Moura

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Enquanto políticos à esquerda comemoraram em peso as quatro indicações de “O Agente Secreto” ao Oscar, o bolsonarismo preferiu, em geral, o silêncio ou a discrição – à diferença do que ocorreu em episódios recentes semelhantes, como a indicação e a premiação do filme “Ainda Estou Aqui”.

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A exceção foi o deputado e ex-secretário nacional de Cultura Mário Frias (PL-SP). Ele fez um post longo para tentar atribuir o mérito do feito à gestão Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, desqualificar a premiação e atacar Wagner Moura.

No texto, Frias disse que as indicações só foram possíveis por decisões tomadas em sua gestão na Ancine (Agência Nacional de Cinema) e afirmou que “prêmios não significam absolutamente nada”. O deputado negou que tenha havido censura durante o governo Bolsonaro.

Do outro lado, a celebração foi ampla. O próprio presidente Lula afirmou que o cinema brasileiro vive “um dos melhores momentos de sua história”.

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o resultado “reafirma a força da produção nacional”, enquanto o ministro Guilherme Boulos (Secretaria Geral) publicou vídeo com trechos do filme. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, disse que a produção é uma crítica à ditadura “num momento em que o país pune, pela primeira vez, um ex-presidente e generais golpistas”.

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No Globo de Ouro, quando “O Agente Secreto” e Wagner Moura foram premiados, representantes do bolsonarismo já tinha reagido com críticas ao filme e ao ator enquanto aliados do governo trataram o resultado como uma vitória política e cultural.

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