O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou que sua equipe atue em ritmo de vitória antecipada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A menos de duas semanas do segundo turno, o senador rejeitou a avaliação de que a campanha esteja de salto alto e cobrou mobilização contínua dos apoiadores.

A manifestação ocorreu após a divulgação da pesquisa "BTG/Nexus", que apontou Flávio com 48% das intenções de voto contra 45% de Lula. Aliados do candidato já consideram a disputa definida e tratam o parlamentar como presidente, segundo informou o jornal “O Estado de S. Paulo”. Flávio insistiu que seus eleitores precisam permanecer nas ruas.

“Apesar de as pesquisas estarem favoráveis, e ao contrário de alguns veículos de comunicação falarem que a gente está de salto alto, em ‘clima de já ganhou’, é mentira. Não tem clima de ‘já ganhou’ na nossa campanha, está todo mundo na rua”, afirmou Flávio Bolsonaro.

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Para fortalecer a campanha, Flávio orientou correligionários do PL a utilizarem redes sociais e atos públicos. O itinerário do candidato prevê viagens a Estados do Sudeste, do Norte, do Nordeste e do Sul. O senador declarou também voto favorável ao fim da escala 6x1, pauta encampada pelo Palácio do Planalto que deve ser votada no Senado.

Visita a Jair Bolsonaro

Flávio fez os pronunciamentos em Brasília após visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O encontro ocorreu nesta terça-feira (13/10), marcando o fim de uma proibição de contato de 90 dias imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estou muito feliz com meu pai e poder voltar visitá-lo. Mais uma vez me dá muito mais força, muito mais entusiasmo, ainda mais vontade de estar na rua para defender o nosso país. Meu pai está bem, fazendo aquelas piadinhas sem graça que ele faz sempre", contou.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou o reencontro nessa segunda-feira (12/10), com determinações específicas: a visita não pode ter finalidade político-eleitoral e veda manifestações públicas de Jair Bolsonaro sobre o pleito. O impedimento anterior ocorreu porque Flávio divulgou uma carta política do pai, ato visto pelo STF como manobra para contornar restrições judiciais.

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Segundo o candidato, o ex-presidente demonstrou confiança com o resultado legislativo para a partir de 2027, apontando uma bancada mais forte e à direita na Câmara dos Deputados e no Senado. O cenário da disputa inclui ainda uma reunião convocada pelo ministro Nunes Marques com as campanhas de Flávio e Lula, motivada pela troca de liminares no Tribunal Superior Eleitoral.

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