Kalil e Gabriel criticam repasse do governo de Minas para clubes
Candidatos questionaram patrocínio anunciado por Simões para Atlético, Cruzeiro e América; governador diz que verba é de publicidade de estatais
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Os candidatos ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) criticaram, durante o debate da TV Globo na noite dessa terça-feira (29/9), o patrocínio de R$ 32 milhões anunciado pelo governo de Mateus Simões (PSD) para Atlético, Cruzeiro e América. Ex-presidente do Galo, Kalil classificou a medida como um “ato político detestável”, enquanto Gabriel, que integra o conselho do clube, questionou o anúncio a cinco dias do primeiro turno das eleições.
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O assunto surgiu durante uma discussão sobre as empresas de apostas esportivas, as bets. Gabriel defendeu o fim da publicidade do setor e relatou que o avô perdeu os bens após se viciar em jogos. Na sequência, criticou a decisão anunciada pelo governo estadual horas antes do debate. O emedebista questionou os critérios para a escolha dos três clubes e a decisão de destinar recursos ao futebol em meio a demandas de outras áreas do Estado.
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“Nós somos atleticanos, sou do conselho do Galo, mas eu discordo radicalmente de uma medida que, a cinco dias da eleição, não explica como o contrato de publicidade se dá, por que esses clubes são escolhidos, como é que isso aconteceu”, disse.
Gabriel acrescentou que a ligação com o futebol não deve se sobrepor às responsabilidades do governo. “Você foi presidente do Atlético, celebramos juntos a Libertadores, mas o nosso time nunca pode estar acima da responsabilidade do governo de Minas Gerais”, afirmou a Kalil.
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Ex-presidente do Atlético, Kalil acompanhou as críticas. O pedetista citou os valores destinados a cada clube e relacionou o momento do anúncio à disputa eleitoral. “R$ 15 milhões para o Atlético, R$ 15 milhões para o Cruzeiro e R$ 2 milhões para o América é realmente um ato político detestável”, afirmou.
Kalil também comparou o valor total do patrocínio com os recursos necessários para obras de infraestrutura. “Esses R$ 32 milhões são muito mais do que a estrada que foi cancelada ontem, ligando Ouro Branco a Ouro Preto, que era uma obra de R$ 17,5 milhões”, disse.
Patrocínio de R$ 32 milhões
O governo de Minas anunciou na manhã dessa terça-feira o patrocínio de R$ 32 milhões aos três clubes. Atlético e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto R$ 2 milhões serão destinados ao América. Os recursos serão aportados pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Após críticas ao anúncio, Simões divulgou um vídeo no fim da tarde para defender a medida. O governador afirmou que o dinheiro não será retirado de áreas sociais.
“Primeiro, zero dinheiro da saúde e da educação, não tem nem um centavo das áreas sociais entre o futebol, a lei não permite isso”, declarou.
Segundo Simões, os valores sairão das verbas de publicidade das estatais. “Nós estamos só direcionando o recurso para que ele vá para o futebol”, afirmou.
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“Por que nós estamos agindo agora? Porque o fim das propagandas das bets foi resultado de uma medida provisória de dois dias atrás. É importante porque protege as famílias do vício e do endividamento, mas os clubes tinham esse dinheiro na conta deles para poder ter saúde financeira”, justificou.