Eleição pode acabar no 1º turno, diz fundador de instituto de pesquisa
Maurício Moura aconselhou para que eleitores "não fiquem surpresos" se a eleição acabar em 4 de outubro
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O fundador do instituto de pesquisa Ideia, Maurício Moura, disse para que os eleitores "não fiquem surpresos" caso as eleições no Brasil acabem ainda em primeiro turno. Em coluna publicada no jornal "O Globo", Moura alertou para as disputas de governos estaduais e para o "antipetismo de chegada" que pode beneficiar Flávio Bolsonaro (PL) no pleito.
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O texto publicado pelo colunista inicia-se com uma comparação entre o momento aparentemente tranquilo das eleições e as habilidades de previsão do tempo da própria avó. Segundo ele, a familiar analisava os sinais dados pelos animais mesmo enquanto o céu estava limpo, como a cigarra que cessava de cantar cedo e o joão-de-barro que vira a porta da casinha para o lado contrário do vento, para dizer que iria chover. De acordo com Moura, a relação é de que os sinais do "temporal eleitoral" já começaram.
O colunista, então, analisa o porquê do próprio pedido para que os eleitores não fiquem surpresos com o momento. Para ele, as disputas nos governos estaduais devem terminar, em sua maioria, em primeiro turno, já que existem menos candidaturas em relação às últimas eleições. Os exemplos dados por Moura são os estados de São Paulo e Pernambuco, com somente duas candidaturas competitivas em cada. O fundador do instituto Ideia ainda diz que este será um ciclo de reeleições de governadores devido a uma onda de governos bem avaliados.
Em outra análise, Moura diz que a taxa de renovação da Câmara deve ser baixa, já que os deputados que disputam a reeleição nunca tiveram tantos recursos financeiros para investir em campanhas. O colunista também aposta no PL, PSD, PT, União Brasil, Progressistas e MDB como os principais partidos, se a distribuição de prefeituras eleitas em 2024 seguir como o preditor do perfil das votações.
No Senado, o fundador do instituto de pesquisa pede que "esqueçam as pesquisas de opinião", que, segundo ele, medem no máximo o recall. A opinião de Moura é que a decisão do voto acontece de última hora, e que a maioria ainda nem sabe que serão dois votos. Para ele, o voto deve estar atrelado aos votos para presidente e governador, e o Senado deverá ter mais bolsonaristas.
Por fim, o colunista discorre sobre a disputa presidencial. Ele pede que os leitores se "desgarrem" das pesquisas estimuladas, que ignoram as abstenções e minimizam o papel das indecisões, além de prestarem atenção na informação de que apenas 80% do eleitorado deve votar.
A opinião de Moura, nesse contexto, é de que, mesmo com a grande possibilidade de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o "antipetismo de chegada", quando há mudança de voto de última hora em favor do candidato mais bem posicionado para ganhar do PT, junto das abstenções, pode fazer a oposição ao presidente vencer ainda em primeiro turno.
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*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos