Simões sobre propostas de Cleitinho: ‘Vai imprimir dinheiro?’
Governador e candidato à reeleição questiona viabilidade de promessas do senador e diz que propostas não cabem nas contas de Minas
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O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, questionou nesta terça-feira (15/9) a viabilidade de propostas apresentadas pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu adversário na disputa pelo Palácio Tiradentes. Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, o chefe do Executivo mineiro citou promessas atribuídas ao parlamentar e ironizou a possibilidade de executá-las diante da situação financeira do estado.
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Simões mencionou como exemplo as propostas de isenção de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), da taxa de tratamento de esgoto e de pedágios, além de aumento real de 30% para o funcionalismo público. Para o governador, as medidas, quando consideradas em conjunto, não seriam compatíveis com as contas estaduais. “Ele vai fazer o quê? Vai imprimir dinheiro”, questionou.
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O governador disse ainda que gostaria de confrontar diretamente Cleitinho sobre as propostas e cobrou a participação do adversário nos debates entre os candidatos ao governo de Minas. Apesar das críticas, ressaltou manter uma boa relação pessoal com o senador. “Eu gosto do Cleitinho pessoalmente, tenho uma boa relação histórica com ele, mas eu queria que ele me explicasse como é que essas coisas casam no final”, disse.
A crítica ocorreu quando Simões foi questionado sobre como seria uma eventual disputa de segundo turno contra Cleitinho diante de um cenário nacional polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O governador avaliou que a disputa estadual deverá ser definida entre dois candidatos de centro-direita e disse estar “convicto” de que enfrentará o senador na etapa decisiva.
Na avaliação do candidato do PSD, uma eventual disputa entre os dois não seria definida por questões ideológicas, mas pela capacidade de convencer o eleitorado sobre a viabilidade das propostas apresentadas. “Não vai ser uma disputa ideológica, vai ser uma discussão de quem dá conta de entregar o que está fazendo de compromisso. Eu prefiro ser o sujeito chato que fala ‘isso que está sendo prometido é impossível’ do que ficar surfando nessa enganação do eleitor”, declarou.
‘Concurso de mágica’
Ao tratar das propostas apresentadas na campanha eleitoral, Simões ampliou a crítica aos adversários e disse que algumas promessas estão distantes da realidade financeira de Minas. Sem citar outros candidato, comparou a disputa a um “concurso de mágica”.
“Tem hora que me dá a impressão que eu estou participando de um concurso de mágica. As promessas que estão sendo feitas são absolutamente desvinculadas com a realidade”, criticou.
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Simões argumentou que, independentemente da posição ideológica, o eleitor deverá avaliar se os compromissos assumidos pelos candidatos são factíveis e se poderão ser executados durante o próximo mandato. “A minha leitura é que o eleitor percebe que o discurso não casa, que aquilo não cabe na conta do Estado, que tem dificuldades financeiras”, acrescentou.