O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que a doação de R$ 1 milhão ao Partido Novo feita por Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master investigado por fraudes bilionárias, Daniel Vorcaro, foi feita “ao partido errado, por engano”.
A doação da família Vorcaro foi feita durante as eleições de 2022, ano em que Zema foi reeleito governador de Minas Gerais no primeiro turno. O registro consta na prestação de contas eleitoral disponível no Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ganhou repercussão política no último mês de maio, após ser resgatada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) em publicação nas redes sociais.
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O comentário do candidato foi feito em entrevista às jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery, na GloboNews, transmitida ao vivo na tarde desta quinta-feira (6/8). Segundo ele, o dinheiro não foi recebido por ele, e sim pelo Partido Novo que, por sua vez, de acordo com o ex-governador, não fez políticas em benefício ao banco.
O candidato defendeu que o valor foi doado quando “não havia nenhum indício de que essa pessoa estava cometendo os delitos”, além de ter sido apenas uma em meio a “doações de milhares de pessoas”.
“Eu nunca recebi doação de ninguém do Banco Master da família Vorcaro. Ele (Henrique) pode ter doado para o partido, não para mim. Não veio nada, absolutamente nada para mim”, se defendeu Zema.
Segundo Zema, o partido “nunca fez, independente (sic) de valor, nenhum compromisso de facilitar alguma coisa para alguém caso recebesse alguma contribuição”. Questionado pelas jornalistas que doações deste calibre não são feitas “de graça”, o presidenciável afirmou que “foi a primeira vez que eles fizeram, porque vê se o Partido Novo fez alguma coisa por eles? Tenho certeza que nada”.
Ainda de acordo com o candidato, o partido recebeu o valor para “fazer a boa política” e “combater a corrupção”. “Acho até que ele deve ter doado para o partido errado, por engano”, afirmou.
Zema também disse que não aconselhou o partido a devolver o dinheiro porque a doação veio a público recentemente, anos depois que o dinheiro já teria sido consumido na campanha de deputados estaduais e federais. “Eu não sei se é possível legalmente fazer essa devolução, ou então (poderíamos) devolver para algum credor, né? Talvez é melhor do que para o bandido”, sugeriu o ex-governador.
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Romeu Zema concorre ao Palácio do Planalto com o senador Luís Eduardo Girão (Novo-CE) o acompanhando em uma chapa puro-sangue como candidato a vice-presidente.
