Quem é Eduardo Girão, escolhido como vice de Zema
Senador conservador foi escolhido por "enfrentar o abuso de poder e a farra dos intocáveis", segundo o ex-governador
compartilhe
SIGA
O senador Luís Eduardo Girão (Novo-CE) será o vice na chapa do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) à Presidência da República. Aos 53 anos, ele tem curta carreira política e disputará as eleições pela segunda vez.
Ao anunciar a escolha, Zema disse que priorizava ter “uma pessoa decente e ficha limpa” na chapa: “Em oito anos como senador, Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília. Não poderia ser outra pessoa”.
Girão era pré-candidato do Novo ao governo do Ceará, mas não teve o nome confirmado nas convenções partidárias. As pesquisas mostravam ele na terceira colocação, distante dos favoritos Ciro Gomes (PSDB), líder nas pesquisas e apoiado pelo PL, e o atual governador Elmano de Freitas (PT), que conta com o apoio do presidente Lula.
Quem é Eduardo Girão
Empresário, atuou nos ramos de hotelaria, segurança privada e audiovisual antes de entrar para a política. Também foi presidente do Fortaleza Esporte Clube entre junho e dezembro de 2017.
Apesar de não ter sido apoiado por Jair Bolsonaro (PL) em 2018, foi eleito naquele ano surfando na onda do conservadorismo e antipetismo. Conquistou mais de 1,3 milhão de votos e ficou com a segunda vaga para a Câmara Alta do Congresso Nacional - a primeira foi de Cid Gomes (PDT). Eles derrotaram o então presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).
Leia Mais
Os mesmos ideais conservadores guiaram a atuação parlamentar do cearense nos últimos oito anos. Em 2024, por exemplo, Girão formou um grupo de trabalho contra a vacinação infantil contra a Covid-19.
Contudo, a escolha dele para ser vice de Zema provavelmente teve como ponto central a postura de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador assumiu nos últimos anos, que combina com a atuação recente do mineiro, que tem buscado ganhar relevância com críticas e enfrentamentos públicos com membros da Corte.
Em 2020, Girão votou contra a indicação de Bolsonaro para ter Kassio Nunes Marques no STF. Foi também um dos principais incentivadores da instalação da “CPI da Lava Toga” e do impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Hoje, ele disse os motivos que o levaram a topar o projeto de Zema: “Decidi aceitar esse convite desafiador como uma missão existencial. Pelos brasileiros sedentos por justiça, quero levar o que nós acreditamos e já defendemos em nossos mandatos aos quatro cantos do país: mais segurança, mais prosperidade, mais defesa da vida e família, e menos abusos dos intocáveis que tomaram conta do poder público”.