ELEIÇÕES 2026

Genial/Quaest: Cleitinho lidera todos os cenários ao governo de Minas

Senador aparece à frente em todos os cenários em que é candidato; sem ele, disputa fica aberta, com alta dos indecisos e abstenções

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários de intenção de voto para o governo de Minas Gerais em 2026 testados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (28/7). Nos três cenários em que seu nome é incluído, ele aparece com variações entre 34% e 35% das intenções, mantendo ampla vantagem sobre os demais concorrentes.

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Quando o parlamentar é retirado da disputa, o quadro se torna mais indefinido: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) passa a liderar numericamente, mas com apenas 15%, enquanto cresce o contingente de eleitores indecisos, que chega a 27%.

No primeiro cenário, Cleitinho registra 35%, seguido por Alexandre Kalil, com 12%, e o ex-prefeito de Belo Horizonte e deputado federal Patrus Ananias (PT), com 10%. O governador Mateus Simões (PSD) aparece com 6%, Gabriel Azevedo (MDB) tem 4%; Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) somam 2% cada; enquanto Maria da Consolação (PSOL) registra 1%.

Nesses recorte, os indecisos representam 15%, e outros 13% afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer.

No segundo cenário, Cleitinho oscila para 34%, enquanto Kalil e Patrus permanecem com 12% e 10%, respectivamente. Mateus Simões tem 6%; Gabriel Azevedo, 4%; Ben Mendes e Flávio Roscoe, 2% cada; e Maria da Consolação, 1%. Os indecisos sobem para 17%, enquanto 12% declaram voto branco, nulo ou abstenção.

No terceiro cenário, o senador volta a atingir 35%, seguido por Kalil (12%), Patrus (10%), Mateus Simões (7%) e Gabriel Azevedo (4%). Ben Mendes tem 2%, e Maria da Consolação, 1%. Os indecisos permanecem em 17%, e os votos brancos, nulos ou abstenções somam 12%.

Sem Cleitinho

Sem Cleitinho, Alexandre Kalil lidera a disputa pelo Palácio Tiradentes com 15%, seguido por Patrus Ananias, com 13%, e Mateus Simões, com 9%. Gabriel Azevedo registra 6%; Flávio Roscoe, 4%; Ben Mendes, 2%; e Maria da Consolação, 1%. O principal destaque é o crescimento dos indecisos para 27%, além de 23% de eleitores que dizem votar em branco, nulo ou não comparecer.

No quinto cenário, Kalil mantém 15%; Patrus continua com 13%; Mateus Simões tem 9%; Gabriel Azevedo aparece com 6%; e Vittorio Medioli (PL) registra 3%. Ben Mendes soma 2%; e Maria da Consolação, 1%. Os indecisos seguem em 27%; votos brancos, nulos ou abstenções chegam a 24%.

Além do elevado número de eleitores sem candidato definido nos cenários sem Cleitinho, a pesquisa mostra que a disputa ainda está aberta. Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados declaram que ainda podem mudar o voto para governador até a eleição; apenas 36% dizem que a escolha é definitiva. Em abril, esses percentuais eram de 60% e 38%, respectivamente.

Segundo turno

A Quaest também simulou confrontos de segundo turno. Em uma eventual disputa entre Cleitinho e Alexandre Kalil, o senador venceria por 44% a 29%, com 15% de indecisos e 12% de votos brancos, nulos ou abstenções.

Em outra simulação, Cleitinho derrota Patrus Ananias por 46% a 31%. Nesse cenário, 12% ainda estão indecisos; e 11% relatam que votariam em branco, nulo ou não compareceriam.

Já em um eventual segundo turno entre o governador Mateus Simões e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, há empate técnico. Simões aparece com 30% das intenções de voto, contra 29% de Kalil. Nesse cenário, 19% dos entrevistados estão indecisos, e 22% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas.

O empate técnico também se repete em uma eventual disputa entre Mateus Simões e o deputado federal Patrus Ananias (PT). Ambos registram 30% das intenções de voto. Outros 18% dos eleitores ainda estão indecisos, e 22% declaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou se abster.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 26 de julho, com 1.482 eleitores. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-03490/2026.

Cleitinho ainda não se decidiu

Apesar de liderar as pesquisas eleitorais, o senador Cleitinho ainda não confirmou se disputará o Palácio Tiradentes. Na convenção estadual realizada no último sábado (25/7), o Republicanos decidiu adiar a definição sobre a candidatura ao Governo de Minas e homologou apenas as candidaturas proporcionais. A decisão sobre a chapa majoritária foi delegada ao diretório estadual, que tem até 5 de agosto para oficializar o nome do partido.

Cleitinho não participou da convenção, e a ausência foi justificada pelo período de luto após a morte de seu irmão Matheus Augusto Azevedo. Apesar da indefinição pública, pessoas próximas ao senador e parlamentares do Republicanos afirmam que ele pretende entrar na disputa.

Em entrevista ao Estado de Minas, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), irmão de Cleitinho, disse ter recebido a confirmação do parlamentar. "Ontem eu conversei com ele, ele me falou que vai ser candidato ao governo", declarou.

Nos bastidores, entretanto, o Republicanos já trabalha com alternativas caso Cleitinho desista da candidatura. O presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen, admitiu que o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, hoje cotado para ser vice na chapa do senador, pode assumir a cabeça da chapa.

Outra possibilidade discutida nas negociações é o nome do ex-secretário Marcelo Aro (PP). O dirigente disse que o progressista também integra as conversas entre Republicanos, PP, União Brasil e Podemos, que negociam uma aliança para a disputa pelo governo estadual.

A hipótese de Aro disputar o Palácio Tiradentes ganhou força diante do impasse para a formação da chapa ao Senado do grupo do governador Mateus Simões. Inicialmente cotado para concorrer a uma das duas vagas, o ex-secretário resiste a dividir espaço com o senador Carlos Viana, que tentará a reeleição. O impasse dificultou, até o momento, uma composição entre o PSD e a federação União Progressista em torno da candidatura de Simões.

Diante da falta de consenso, a federação passou a considerar cenários alternativos, como lançar candidatura própria ao governo, com Marcelo Aro, ou apoiar um nome de fora da base governista, entre eles o senador Cleitinho, caso ele confirme a candidatura.

Embora ainda não tenha anunciado publicamente qual cargo pretende disputar em 2026, Marcelo Aro passou a ser citado como possível candidato ao governo. Caso entre na corrida pelo Palácio Tiradentes, enfrentará o grupo político do qual fez parte até recentemente. Ex-secretário da Casa Civil durante a gestão de Romeu Zema (Novo), ele era apontado como o nome preferido do governador Mateus Simões para disputar o Senado em sua chapa.

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PL à espera

O Partido Liberal também segue à espera de uma decisão final do senador. Nessa segunda-feira (27/7), na convenção estadual da sigla, a legenda homologou apenas as candidaturas para o Legislativo, deixando em aberto o posicionamento em relação à eleição para o governo. Assim como no bloco União-PP, a eventual candidatura de Aro já passou a ser tratada como "plano B".

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