Pai de Daniel Vorcaro pode ir para prisão domiciliar
STF avalia prisão domiciliar para Henrique Vorcaro, preso por fraudes financeiras e ameaças na Operação Compliance Zero
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Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pode ir para prisão domiciliar. Ele foi preso em 14 de maio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.
Conforme informações do blog do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pretende julgar na Segunda Turma, nesta segunda-feira (8/6), o pedido de revogação da prisão preventiva cumprida por Henrique.
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A tendência é que o pedido seja considerado e a prisão, que hoje é mantida na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), seja transformada em domiciliar. Mesmo que sejam estabelecidas medidas cautelares no cumprimento, a decisão não deve agradar o ministro André Mendonça, relator do caso.
Daniel Vorcaro cumpre prisão preventiva em Brasília após ser alvo da Polícia Federal em 4 de março. Ele é investigado por chefiar uma organização criminosa envolvida em um esquema bilionário de fraudes financeiras, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, que causou a liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central.
De acordo documento de decisão monocrática assinada por Mendonça, que determinou a prisão preventiva de Henrique em maio, o pai de Vorcaro participava em uma “posição de relevo” de dois grupos de coerção e ameaça ligados ao ex-banqueiro, sendo responsável por demandar serviços ilícitos e ser o operador financeiro dos pagamentos destinados ao grupo.
O primeiro deles, conhecido como “A Turma”, era voltado à prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais.
Já o “Os Meninos” tinha um perfil tecnológico e era voltado para à prática de ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico e telemático ilegal. Os dois eram coordenados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como sicário, que morreu por suicídio em Belo Horizonte (MG) depois de ser preso.
Ainda segundo o documento, as investigações indicam que Henrique adotou comportamentos para dificultar a rastreabilidade de suas comunicações, especificamente através do uso de número estrangeiro e da troca frequente de números de telefone.
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Dentre as táticas utilizadas, foi identificado que Henrique passou a utilizar um número estrangeiro registrado na Colômbia logo após a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro. Com isso, a PF entendeu que a a atitude se harmoniza com um padrão de ocultação e precaução normalmente associado a estruturas criminosas sofisticadas.