Ex-governador de Minas Gerais e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que também é cotado para a disputa pela Presidência da República como uma “terceira via” em meio à crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), recebeu o apoio do presidente estadual do partido no Ceará, Ciro Gomes, e do ex-governador cearense e ex-senador Tasso Jereissati, também da sigla.
A pré-candidatura de Aécio foi aprovada pelo Cidadania, que é um partido federado ao PSDB. Em nota, a legenda anunciou que o nome do ex-governador mineiro foi aprovado por unanimidade pela Executiva Nacional.
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Para o presidente do PSDB do Ceará, a possibilidade do partido lançar a candidatura de Aécio é “muito importante para este momento brasileiro”. Na visão de Ciro, uma disputa eleitoral radicalizada não permitiria a união do Brasil, uma vez que há um “aprofundamento do fosso ideológico, manipulado de lado a lado de forma interesseira e imediatista”.
Ciro havia sido convidado pelo PSDB para concorrer pela cadeira da Presidência, mas recusou o convite por querer seguir com o plano de disputar o governo do Ceará.
Segundo ele, a “profundidade complexa” dos problemas sociais e econômicos do país, em um cenário internacional que ele classifica como “complicado e ameaçador”, exige a construção de um projeto nacional de desenvolvimento. Na avaliação do presidente estadual do PSDB, esse cenário demanda “moderação, equilíbrio e espírito de conciliação”.
Ciro afirmou ainda que esses princípios estiveram entre as razões históricas para a fundação do PSDB e disse que esse também era o “chamamento” de Tancredo Neves durante o processo de redemocratização do país.
“Nós do Ceará apoiamos a candidatura do PSDB nesta quadra por entendê-la uma necessidade deste momento brasileiro”, afirmou Ciro, em nota enviada à imprensa.
A visão é compartilhada por Jereissati. Segundo o ex-governador e ex-senador, a candidatura de Aécio Neves reafirma o “compromisso histórico” do PSDB com pautas que, segundo ele, transformaram o país, como a redemocratização, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a rede de proteção social que deu origem a programas sociais como o Bolsa Família.
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Na avaliação de Jereissati, o Brasil vive um momento de “danosa divisão entre brasileiros”, marcado por posições alinhadas à extrema direita e à extrema esquerda. Para ele, Aécio surge “não apenas como conciliador”, mas também como a retomada de “um projeto social-democrata de sucesso e longe dos extremos”.
