FALA NA TRIBUNA

'Igual rato': Janones provoca direita após áudio de Flávio Bolsonaro

Deputado ironizou bancada bolsonarista com camisa da Seleção, Ypê e cloroquina, além de chamar senador de 'vagabundo'. Veja vídeo

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) usou o púlpito da Câmara dos Deputados para criticar a reação do núcleo bolsonarista no Congresso após a divulgação de áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobra R$ 134 milhões do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso e investigado por fraudes milionárias para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

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Durante sessão na manhã desta quinta-feira (14/5), Janones descreveu sua visão da tribuna. Segundo ele, os bancos à esquerda, onde ficam os deputados ligados ao campo da esquerda, estavam ocupados, enquanto os bancos à direita, ligados aos políticos de direita, estavam vazios.

“É a primeira vez que eu vejo isso aqui vazio e não é de hoje não. Desde ontem, 3 horas da tarde, sumiram tudo. Vazaram, correram daqui, vazaram ‘igual rato’”, disse no palanque. O horário citado refere-se ao momento em que o áudio da cobrança foi divulgado em reportagem do Intercept Brasil, que compila mensagens trocadas entre o presidenciável e Vorcaro.

O deputado seguiu a fala ironizando o sumiço. “Fiquei até 8 horas da noite ali, fui na tribuna onde eles costumam pagar de valentão, bater no peito, chamar Lula de ladrão, falar que são pais da ética, da moral. Revirei lá tudo e achei um monte de coisa: uma camisa da Seleção, um frasco de detergente Ypê, até uma chupeta caída lá e um comprimido jogado no chão, acho que é cloroquina. Achei de tudo lá, menos bolsonarista.”

A fala de Janones faz referência ao “uniforme” usado pelo grupo bolsonarista, à marca de produtos de limpeza defendida pelo grupo após determinação da Anvisa pelo recolhimento dos materiais, uma vez que a Ypê financiou parte da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2022, ao apelido dado por opositores ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e ao remédio indicado pelo ex-presidente para tratamento precoce da COVID-19, sem prescrição médica.

Na sequência, questiona se a falta de presença dos colegas tem a ver com a prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na Grande BH; com o financiamento do ex-banqueiro ao filme biográfico de Jair, “Dark Horse”, ou com uma não capacidade de explicar a situação.

Para o deputado, o escândalo configura um caso de “corrupção sistemática e captura do Estado” por Flávio Bolsonaro que, para ele, é uma pessoa que “não tem moral, não tem dignidade para falar em combate à corrupção e tem a petulância de querer colocar o seu nome para presidir o nosso país”. 

Após a divulgação das mensagens, Flávio Bolsonaro confirmou ter recebido o dinheiro de Vorcaro, mas negou ter sido beneficiado diretamente com os valores milionários. Segundo ele, “o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, sem envolvimento de dinheiro público ou utilização da Lei Rouanet. A produtora do filme, porém, negou que recebeu o dinheiro.

 “Não teve Lei Rouanet porque foi dinheiro roubado"

Janones reagiu à justificativa chamando o filho 01 do ex-presidente de “vagabundo, ladrão, miliciano, apoiador do tráfico e batedor de carteira”. “Flávio, seu bandido, primeiro que você usou dinheiro público porque tem R$ 1,8 bilhões que foram enfiados no rabo (sic) do Vorcaro, no Fundo Garantidor, que era dinheiro público, do povo pagador de imposto desse país”, criticou.

Ele ainda argumentou que, caso a família Bolsonaro tivesse buscado financiamento à produção com a Lei Rouanet, eles teriam que seguir critérios, se submeter a fiscalizações e a população saberia para onde foi o dinheiro. “Não teve Lei Rouanet porque foi dinheiro roubado, que foi assim que a família Bolsonaro chegou e se manteve no poder durante todos esses anos”, falou o deputado, exaltado.

As críticas de Janones não nomearam a maioria dos deputados de direita, mas citou Nikolas intimamente ligado ao núcleo familiar bolsonarista, o cobrando explicações na tribuna. “Os ratos da extrema direita, os vermes travestidos de deputados sumiram. Enrolaram o rabo, sentaram em cima e estão escondidos embaixo da cama. Estou esperando o anão de jardim, ‘Nikole Chupeta’, vir aqui dar explicação. Porque até ontem o Flávio era o honesto e o Lula era o ladrão”, finalizou.

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Na noite de quarta-feira (13/5), Nikolas Ferreira usou o X (antigo Twitter) para se manifestar. Na rede social, ele escreveu que não acredita em “condenações precipitadas” e que a transparência é o “melhor caminho” diante das denúncias. O deputado mineiro defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as relações envolvendo o empresário e o Banco Master e reiterou a versão de Flávio Bolsonaro sobre a não ilegalidade nas transações.

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