CASO MASTER

Líder de núcleo hacker de Vorcaro já foi preso antes com carro de Sicário

David Henrique Alves foi detido em março com carro de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como o 'Sicário de Vorcaro', em meio a uma fuga no Sul de Minas

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David Henrique Alves, apontado como líder do grupo “Os Meninos”, braço tecnológico da organização criminosa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já havia sido preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o carro de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, em meio a uma fuga.

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Mourão se suicidou em Belo Horizonte depois de ser preso no decorrer das investigações da Polícia Federal (PF). Já David foi um dos presos na sexta fase da Operação Compliance Zero, em Nova Lima, na Grande BH, deflagrada nesta quinta-feira (14/5). Outro preso foi o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, que participava em uma “posição de relevo” de dois grupos de coerção e ameaça da organização criminosa.

De acordo com a PF, David era coordenador do grupo “Os Meninos”, núcleo hacker do grupo criminoso. As investigações indicam que ele organizava hackers para monitoramentos legais, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis. Ainda segundo as investigações, ele recebia de Sicário um valor mensal de R$ 35 mil pela sua posição.

Era David quem dirigia a Land Rover, carro de luxo em nome do Sicário apreendido na BR-381, na altura de Pouso Alegre, no Sul de Minas, em 4 de março, dia da terceira fase da Operação que resultou na prisão de Daniel e Luiz Phillipi. Na apreensão do veículo, foram encontrados computadores, notebooks, caixas e malas no carro. Segundo a PF, o contexto foi interpretado como indicativo de fuga e de possível ocultação ou destruição de provas.

Na apreensão, também estava no carro Katherine Venâncio Teles. Segundo a corporação, ela é investigada por auxiliar David durante a fuga e por atuar na ocultação e transporte de equipamentos eletrônicos considerados relevantes para a investigação. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), ela foi proibida de deixar a comarca e o país e teve que entregar o passaporte.

Conforme informado pela PRF no início de março, David e Katherine se identificaram como um casal que seguia da capital mineira até São Paulo com o carro de um amigo. O veículo, porém, estava com uma restrição de circulação imposta pelo STF, além de ter uma irregularidade no licenciamento. O carro foi apreendido e ficou à disposição da Justiça, com todos os itens de seu interior. 

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À época, o casal foi preso por determinação do STF, mas foi liberado pouco tempo depois.

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