'Excesso de bajuladores tem feito mal', diz Zema em nova farpa para Gilmar
Pré-candidato à Presidência da República voltou a defender seu linguajar e disse que ministro do STF vive "isolado" dos brasileiros
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, em meio à troca de farpas com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que “excesso de ar-condicionado e de bajuladores têm feito mal” ao magistrado.
A afirmação foi feita na manhã desta terça-feira (28/4) durante a Agrishow 2026, feira de tecnologia agropecuária que ocorre em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na ocasião, o presidenciável afirmou que é do Triângulo Mineiro, já percorreu bastante o interior e, por isso, tem um linguajar parecido com o do produtor rural. Segundo Zema, é diferente da linguagem do ministro, que “utiliza um português muito esnobe, até por estar isolado da sociedade brasileira”.
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O ex-governador de Minas afirmou que seu linguajar “é o de quem trabalha o dia todo, que está no sol quente”, e que “o isolamento de Brasília, o excesso de ar-condicionado, de bajuladores, tem feito mal a alguns brasileiros que, na minha opinião, estão até se isolando da sociedade”. O pré-candidato ainda opinou que a situação fica “claríssima” porque “o Supremo é o instituto público que tem menos credibilidade no Brasil”.
“Essa discriminação dele com relação ao meu português demonstra, na minha opinião, um distanciamento com relação à sociedade como um todo”, afirmou. Em entrevista recente de Gilmar, ao comentar críticas do ex-governador, o ministro disse que Zema utiliza um “dialeto próximo do português” e que, “naquilo que for inteligível”, caberia às autoridades analisarem o conteúdo de suas manifestações – em referência ao vídeo que motivou a apresentação de uma notícia-crime para incluí-lo no inquérito das fake news.
Ainda para Zema, sua extensa lista de críticas ao Judiciário “não são uma intenção de atacar”. “Não tenho intenção de atacar ninguém. Tenho intenção de mostrar propostas para o Brasil. Nós precisamos de uma reforma profunda no Judiciário. E se eles se sentiram ofendidos é porque não estão querendo que o Supremo continue sendo o Supremo Tribunal de Negócios como ele tem se transformado”. E concluiu: “Se eles se sentiram ofendidos, eu não direcionei nada para ninguém”.
Essa é mais uma na série de ofensivas do pré-candidato contra a Suprema Corte. Na noite de domingo (26/4), Zema publicou um vídeo que relaciona o ministro do STF Alexandre de Moraes a um contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de advocacia da esposa com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Novo STF
Ainda neste mês, ele apresentou seu programa de governo e, entre os pilares, está a criação de um novo STF. Segundo ele, a criação de “um Supremo em que seus membros prestem conta de seus atos” seria a primeira coisa que fará, caso seja eleito presidente, de modo a “acabar com a farra dos intocáveis”.
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O ex-governador ainda afirmou que será implementada uma Corte em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos, com idade mínima de 60 anos e com experiência mínima de 15 anos, de modo que a nomeação ao Supremo seja uma “coroação de carreira irretocável”.