INCONFIDÊNCIA

Tarcísio defende liberdade ao ganhar medalha em Ouro Preto

Governador de São Paulo recebeu o Grande Colar em Ouro Preto e fez discurso com referências históricas, econômicas e institucionais

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Ao receber o Grande Colar da Medalha da Inconfidência nesta terça-feira (21/4), em Ouro Preto (MG), Região Central, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez um discurso marcado por referências à história de Minas Gerais, defesa de instituições e críticas ao funcionamento do Estado brasileiro.

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Diante de autoridades e convidados, Tarcísio abriu a fala destacando o papel histórico dos mineiros na construção do país. “O povo mineiro, desde cedo, precisou aliar a inteligência e emoção para conciliar interesses, mitigar conflitos pela posse das lavras, assegurar a paz e a independência”, afirmou.

O governador citou episódios históricos como a Guerra dos Emboabas, no início do século 18, a Inconfidência Mineira, a Revolução Liberal de 1842 e o Manifesto dos Mineiros, de 1943, ao traçar uma linha contínua de defesa da liberdade e da autonomia política. “O fio que costura essas datas é um só: a recusa à submissão”, disse.

Ao avançar para o cenário atual, Tarcísio questionou o desempenho do país ao longo das últimas décadas. “Será que, mais de 200 anos depois, nos tornamos o país pensado pelos inconfidentes? Sem dúvida somos um país de muito potencial, mas ainda teimamos em jogar fora oportunidades”, declarou.

O governador afirmou que o Brasil alterna períodos de crescimento e crise e mencionou dificuldades estruturais. “Hoje sentimos as mazelas do patrimonialismo que capturam o Estado”, disse, ao criticar o que classificou como distorções na alocação de recursos públicos e excesso de interesses setoriais.

Durante o discurso, também apontou desafios como a polarização política e a dificuldade de construção de consensos. “Talvez gastemos muita energia com a polarização que nos leva a nada”, afirmou.

País forte, instituições fortes

Tarcísio defendeu a necessidade de fortalecimento institucional e de um Estado mais eficiente. “País forte se faz com instituições fortes, com freios e contrapesos que funcionem de verdade”, disse. Também mencionou a importância de um mercado competitivo, com “menos impostos” e maior estímulo à inovação.

Ao tratar de exemplos considerados positivos, citou setores como agronegócio, indústria aeronáutica e biocombustíveis como áreas em que o país conseguiu avançar.

O governador também fez referência à gestão mineira recente, mencionando o ex-governador Romeu Zema e o atual governador Mateus Simões. “Vejo esse esforço sendo feito em Minas Gerais nas últimas gestões”, afirmou.

Ao encerrar, associou o recebimento da medalha a um compromisso institucional. “Não recebo um prêmio, recebo um chamado. O chamado para não esquecer que a liberdade não é só herança, é conquista diária”, declarou.

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A cerimônia da Medalha da Inconfidência reuniu 171 agraciados em quatro categorias e integrou as celebrações do 21 de abril, data que homenageia Tiradentes.

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