O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou nesta quinta-feira (19/3) a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu que ele deveria se recuperar fora do sistema prisional, na prisão domiciliar. Em publicação na rede social X, antigo Twitter, o governador mineiro afirmou que, diante do estado de saúde, a medida mais adequada seria a permanência em casa.

Na postagem, Zema comparou o caso ao de um familiar próximo e afirmou que desejaria que estivesse em casa para se recuperar, questionando se a manutenção da prisão neste momento não representaria um "excesso". 

"No dia 21, o ex-pres. Bolsonaro faz 71 anos. Após vê-lo na UTI em estado grave, faço uma reflexão: se fosse meu pai ou meu avô, eu desejaria que estivesse em casa se recuperando. Mandá-lo para a cadeia agora não seria um excesso perigoso? Menos revanche e mais humanidade", escreveu.

A manifestação ocorre no momento em que o ex-presidente apresenta melhora parcial no quadro clínico, segundo avaliação do cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento médico. De acordo com a equipe, a evolução é considerada positiva, embora ainda exija cuidados intensivos.

Ao comentar a possibilidade de prisão domiciliar, o cardiologista afirmou que, do ponto de vista técnico, o ambiente domiciliar pode ser mais confortável ao paciente, desde que ofereça suporte adequado, com equipe multidisciplinar e monitoramento contínuo.

Bolsonaro permanece internado na UTI, sem previsão imediata de transferência. A equipe médica aponta que a permanência no setor é necessária durante o ciclo de antibióticos e para monitoramento contínuo da evolução clínica e laboratorial. Há expectativa de que, caso a melhora se mantenha, ele possa ser transferido para o quarto até o fim de semana.

Os exames mais recentes indicam melhora em ambos os pulmões, com avanço mais significativo no direito. O pulmão esquerdo, que apresentou maior comprometimento desde a internação, ainda concentra sinais relevantes da infecção, embora também esteja em processo de recuperação.

Segundo os médicos, o ex-presidente segue disciplinado no tratamento, incluindo fisioterapia respiratória e cuidados com a alimentação. Ainda assim, apresenta cansaço, episódios de falta de ar e tosse seca, além de estar mais abatido e apreensivo em relação ao quadro atual.

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Internado desde sexta-feira (13/3), Bolsonaro foi levado a um hospital em Brasília após apresentar mal-estar, com febre, dor de cabeça, calafrios e baixa saturação de oxigênio, necessitando de suporte respiratório. O ex-presidente cumpre pena em regime fechado no Distrito Federal após condenação por tentativa de golpe de Estado.

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