O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora parcial no quadro clínico, segundo avaliação do cardiologista Brasil Caiado, que acompanha sua internação em Brasília (DF). A informação foi dada na manhã desta quarta-feira (18/3).
A resposta ao tratamento tem ocorrido de forma progressiva, embora mais lenta, no tecido pulmonar, o que exige a continuidade de fisioterapia respiratória e acompanhamento constante. Ainda assim, a equipe considera que a evolução é positiva.
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“Ele está muito disciplinado. Nós percebemos que ele ficou um pouco temerário desta vez, apreensivo, ele sentiu o peso dessa patologia, dessa infecção, dessa vez um pouco mais, mas de qualquer forma hoje nós já temos um resultado parcial bom. Acreditamos que a tendência agora é melhorar", informou, em coletiva de imprensa.
A equipe médica informou que ele permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de transferência. A permanência é considerada necessária enquanto durar o ciclo de antibióticos e até que haja maior segurança clínica, com monitoramento da evolução laboratorial e dos sintomas. Há expectativa de que, caso a melhora se mantenha, a transferência para o quarto possa ocorrer até o fim de semana.
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A análise de exames de imagem mais recentes indicou melhora em ambos os pulmões, com avanço mais significativo no lado direito. No pulmão esquerdo, que apresentou comprometimento mais extenso, ainda há sinais significativos da doença, embora também esteja em processo de recuperação.
Segundo o cardiologista, Bolsonaro está cumprindo orientações médicas, incluindo fisioterapia e cuidados com a alimentação. Apesar disso, está mais abatido e apreensivo em comparação a episódios anteriores de saúde. Ainda de acordo com o especialista, o ex-presidente também apresenta cansaço, episódios de falta de ar e tosse seca.
Prisão domiciliar
Questionado se a prisão domiciliar poderia auxiliar no tratamento do ex-presidente, o médico ponderou que se o ambiente conseguir oferecer um suporte multidisciplinar completo, com monitoramento contínuo, equipe de enfermagem e resposta rápida a eventuais alterações no quadro, o tratamento domiciliar se torna mais confortável ao paciente.
“Sem dúvida nenhuma, o ambiente familiar, residencial, é bem melhor, e nós falamos que isso serve para qualquer paciente, sem dúvida nenhuma o domiciliar é melhor”, pontuou.
Internado desde sexta-feira (13/3), Bolsonaro foi levado a uma unidade de saúde em Brasília após apresentar mal-estar durante a madrugada, com sintomas como febre, dor de cabeça, calafrios e baixa saturação de oxigênio, o que exigiu suporte respiratório imediato. O ex-presidente cumpre pena, em regime fechado, no Distrito Federal, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Ainda sem data de alta
Novo boletim médico divulgado pelo hospital DFStar nesta quarta-feira (18/3) indica que Jair Bolsonaro permanece internado na UTI, sem previsão de alta. Conforme o comunicado, ele apresentou melhora parcial nos aspectos tomográficos e “melhora importante” dos marcadores inflamatórios.
Veja a nota na íntegra:
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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios. Tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento
