PT sobe o tom contra Flávio Bolsonaro: 'Autoritário e antipopular'
Posicionamento vem em meio à ascensão do filho "01" de Bolsonaro nas pesquisas
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Uma resolução política publicada pela Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) mostrou que a legenda subiu o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e principal nome da oposição ao presidente Lula nas eleições de 2026.
O texto adota olhar maniqueísta para comparar feitos dos governos Lula e Bolsonaro, dizendo que os opositores são o Brasil do “racismo”, que “naturalizou discursos machistas e misóginos” e “atacaram a democracia”.
“A candidatura de Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas. Trata-se de um parlamentar marcado por denúncias e investigações envolvendo esquemas de rachadinha, movimentações financeiras suspeitas e um histórico de enriquecimento incompatível com a vida pública”, diz a resolução.
Conforme o PT, o senador “jamais apresentou um projeto relevante para o desenvolvimento do país ou para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro”.
Lula x Flávio
A nota ainda busca vincular o escândalo do Banco Master ao bolsonarismo, citando que a instituição “operou livremente durante o governo Bolsonaro” e não teve dificuldades com a fiscalização do Banco Central sob a gestão de Roberto Campos Neto.
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“A experiência recente demonstra que apenas um projeto político profundamente identificado com o povo trabalhador é capaz de compreender a centralidade dessas lutas (...) Do outro lado está o Brasil do negacionismo, do racismo, que sabotou a compra de vacinas durante a pandemia, espalhou mentiras contra a ciência, extinguiu o Ministério da Cultura e atacou as universidades públicas, tratando o conhecimento como inimigo e criminalizando a arte e o pensamento crítico”.
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O posicionamento vem em meio à ascensão de Flávio nas pesquisas. Mediante a consolidação da pré-candidatura como nome central da oposição, o “01” apareceu empatado tecnicamente com Lula em cinco dos sete cenários estimulados pela Genial/Quaest para o primeiro turno.