Maioria dos brasileiros se informa sobre política por programas de TV e redes sociais
A televisão é o meio predominante entre lulistas, citada por 66% do grupo - 8 pontos percentuais acima da média geral
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(FOLHAPRESS) - A maioria dos brasileiros se informa sobre política e eleições por programas jornalísticos na televisão e por redes sociais como Facebook, Instagram e X (ex-Twitter), segundo pesquisa Datafolha.
Do total dos entrevistados, 58% dizem recorrer à TV para se informar sobre o tema, e 54% mencionam as redes sociais. Em seguida aparecem sites de notícias (26%), conversas com amigos e parentes (21%) e canais no YouTube (21%).
Podcasts, programas jornalísticos no rádio e jornais impressos ou online empatam com 14% cada. O WhatsApp ou Telegram é citado por 10% dos entrevistados. Apenas 3% afirmam não recorrer a nenhum meio para se informar sobre política.
O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais da última terça (3) até quinta (5), em 137 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-03715/2026.
Na análise por voto declarado no segundo turno de 2022, o padrão sobre meios de informação se inverte entre eleitores do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A televisão é o meio predominante entre lulistas, citada por 66% do grupo - 8 pontos percentuais acima da média geral. As redes sociais aparecem em segundo lugar, com 47%. YouTube e WhatsApp ou Telegram são mencionados por 16% e 8%, respectivamente.
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Já entre os que votaram em Bolsonaro, as redes sociais lideram, com menções de 61% do grupo, enquanto a TV aparece em segundo, com 53%. O YouTube é citado por 28%, 12 pontos acima do que entre eleitores de Lula, e o WhatsApp ou Telegram é mencionado por 15%. Os dados sugerem maneiras de se informar distintas entre os dois campos, com o eleitorado bolsonarista mais concentrado em plataformas digitais, fora do alcance da mídia tradicional.
Padrão semelhante aparece entre os eleitores que declaram intenção de votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente nas eleições de 2026. Nesse grupo, 63% mencionam as redes sociais como principal fonte de informação política, e 50% citam a TV. YouTube e WhatsApp ou Telegram também aparecem com 28% e 15%, respectivamente, índices próximos aos registrados entre os eleitores de seu pai no pleito anterior.
Ou seja, enquanto a base lulista permanece mais ancorada na televisão, o eleitorado ligado ao bolsonarismo segue mais disperso por plataformas digitais, ambiente em que o controle editorial é menor e a circulação de desinformação, historicamente, é maior.
O uso das redes sociais para fins políticos foi um dos pontos-chave do inquérito das milícias digitais, que deu origem à investigação sobre o plano golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro - condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
No início do mês, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou novas normas que preveem mais obrigações para as plataformas de redes sociais nas eleições deste ano.
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Agora, elas precisarão, por exemplo, apresentar mais relatórios sobre as medidas que estiverem tomando no contexto dos riscos eleitorais, chamados de planos de conformidade. O tribunal também proibiu o uso de conteúdo gerado ou manipulado por IA nas 72 horas anteriores até as 24 horas depois do dia de votação.