Mãe de adolescente baleado por amigo perdoa menino: 'Meu coração já o perdoou'
Vítima apresenta sinais positivos de recuperação no hospital; mãe pede ajuda ao garoto internado e reforça que tudo não passou de brincadeira
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Marisa Menezes de Oliveira, mãe do adolescente de 14 anos baleado por um amigo de 13 anos em Chapecó (SC), afirmou que o disparo contra o filho ocorreu de forma acidental. O caso aconteceu no sábado (10/10) durante uma reunião de amigo. A vítima foi atingida na cabeça e segue internada em estado grave.
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A mãe declarou que perdoou o autor do tiro. “Meu coração já o perdoou”, contou em entrevista ao G1.
A vítima foi socorrida pelo Serviço Aeropolicial (Saer), da Polícia Civil, e levada ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por procedimento neurocirúrgico. A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que o paciente permanece internado em estado grave, porém estável. Marisa relatou melhora no quadro do filho, que abriu os olhos, movimentou as mãos e a reconheceu.
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Segundo a mãe os garotos mantinham relação próxima. "Eles eram muito amigos. Jogavam basquete juntos. O adolescente frequentava minha casa diariamente. Sempre foi querido, tranquilo e educado", disse.
Conforme o relato materno, três colegas presentes confirmaram que o tiro ocorreu durante uma brincadeira. "Menino foi fazer brincadeira com os amigos. Tinham mais três amigos que confirmaram isso. Levaram um susto. Podia ter sido qualquer um, mas no momento o meu estava perto da janela. Foi acertado", narrou.
O garoto que teria disparado o tiro foi internado provisoriamente. Ele é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio. Marisa lamentou a internação do amigo do filho e afirmou que pretende ajudá-lo.
"Quero ajudar o menino. Fiquei muito triste que ele foi recolhido. Dói muito isso. Tenho certeza de que foi um acidente", declarou.
Investigação policial e medidas legais
A Polícia Civil informou que o adolescente de 13 anos pegou a arma do pai e atirou após se irritar com a bagunça no local. A investigação aguarda laudos periciais para esclarecer se o projétil atingiu a vítima diretamente ou se ricocheteou.
O armamento pertencia ao pai do jovem que efetuou o disparo. O homem é colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) e não estava na residência no momento. Por deixar o objeto acessível, ele foi autuado por omissão de cautela. No local, policiais apreenderam uma pistola, uma carabina, carregadores e centenas de balas.
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O autor do disparo cumpre internação provisória e é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece a inimputabilidade penal para menores de 18 anos, aplicando a responsabilização por ato infracional.
A Justiça acolheu pedidos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para determinar a internação provisória, perícias técnicas, envio do prontuário médico e avaliações psicológicas do adolescente e de seus pais.
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A defesa da família do adolescente afirmou que o episódio aconteceu durante uma brincadeira entre amigos inseparáveis. Segundo os advogados, o próprio garoto que manuseava a arma buscou socorro com vizinhos logo após o disparo.