A transmissão dos desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro pela TV Globo foi alvo de críticas no carnaval de 2026. Em redes sociais, telespectadores reclamaram de escolhas técnicas, cortes de imagem, falta de emoção na narração e decisões editoriais consideradas distantes do que acontece na avenida. Apesar do volume de críticas, um dos poucos consensos positivos entre o público foi a presença do comentarista e carnavalesco Milton Cunha, frequentemente citado como ponto alto da cobertura.

A emissora transmite os desfiles do Rio de Janeiro de forma contínua desde 1985. O histórico começa em 1965, ainda em fase experimental, registrou imagens do carnaval carioca antes mesmo da inauguração oficial. Na ocasião, a equipe mostrou desfiles sob chuva, bailes no Theatro Municipal e manifestações populares durante as comemorações dos 400 anos do Rio.

Após a inauguração, a cobertura se consolidou nacionalmente, incluindo a marca Globeleza e a ampliação para as escolas de São Paulo, nos anos 1990. No entanto, em 2026, a insatisfação ganhou força com relatos de falhas técnicas, enquadramentos considerados errados e decisões narrativas questionadas.

“Alguém tira a transmissão dos desfiles da Globo, pelo amor! Como conseguem perder mega momentos importantes dos desfiles?”, escreveu um perfil. “Parece que deram um celular pra um leigo filmar”, disse outro.

“Tenho 45 anos e assisto aos desfiles desde que me entendo por gente. Essa é a pior transmissão da Globo. Parece cortejo fúnebre”, opinou um terceiro. 

Entre as principais reclamações estão não mostrar todas as alas, falta de explicação dos enredos, intervalos comerciais e uso excessivo de drones. Também houve críticas ao ritmo da transmissão e à sensação de falta de emoção. “Assistindo ao desfile e emoção zero para descrever a comissão de frente. O povo chorando na avenida e na TV parecia narração de funeral”, comentou um internauta sobre a transmissão do desfile da Paraíso do Tuiuti.

“Escola quase toda na avenida e nada de imagens detalhadas da escola”, disse outro torcedor, de outra escola.  Outros pontos apontados são a diferença de saturação entre câmeras e som baixo da bateria. 

“Por que a qualidade piorou tanto? Fantasias aparecem com saturação diferente dependendo da câmera. Jamais vi isso”, pontuou um perfil. “Estive na Sapucaí e descobri uma coisa: a transmissão não capta emoção nenhuma. Narrador professoral, som baixo e pouca imagem lateral”, disse outro.

“A transmissão limita o desfile aos carros alegóricos e comissão de frente. O samba fica em segundo plano”, escreveu um terceiro.

Novidades que dividiram opiniões

Uma das mudanças foi a presença de Pretinho da Serrinha dentro das baterias com câmera móvel, chamada de “Paradinha do Pretinho”. A proposta era aproximar o público do som e da energia dos ritmistas, mas muitos telespectadores criticaram.

“Não entendi o propósito dessa parada. Câmera dentro da bateria já existe há anos”, opinou um perfil. “Ele acrescenta mais comentando do que andando dentro da bateria”, concluiu outro.

Em São Paulo, a retirada dos apresentadores do Sambódromo do Anhembi para um estúdio com chroma key e telões gerou reação negativa. Para parte do público, a decisão reduziu a sensação de imersão e criou impressão de distanciamento da festa.

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“A ideia do portal tecnológico não funcionou. Ficou frio e distante”, disse uma pessoa.  Veja mais reações:

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