Bebê morre com 41 fraturas; pais são condenados à prisão perpétua
Criança sofreu agressões repetidas e teve crânio fraturado antes de morrer no hospital
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O casal Klevi Pirjani e Nivaldi Pirjani, do Reino Unido, foi condenado à prisão perpétua por agredirem e assassinarem o próprio filho, Miguel Pirani, de apenas três meses. O bebê tinha 41 fraturas pelo corpo, segundo o jornal The Mirror.
Miguel foi encontrado inconsciente na casa da família, em 24 de novembro de 2024, após uma ligação de emergência feita pelo pai. Inicialmente, Klevi Pirjani afirmou que o filho havia “parado de respirar”.
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O bebê foi levado a um hospital, onde exames revelaram uma fratura no crânio, hemorragia cerebral e múltiplas fraturas pelo corpo, incluindo costelas, clavícula, braço e tíbia. Os médicos concluíram que os ferimentos tinham diferentes idades, indicando agressões repetidas ao longo das semanas anteriores.
Miguel permaneceu internado em estado crítico, mas morreu cinco dias depois, em 29 de novembro, após a retirada do suporte de vida. Segundo a acusação, os danos eram irreversíveis.
Durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Liverpool, promotores afirmaram que o bebê foi submetido a uma sequência de agressões graves. O pai chegou a se referir ao filho como “isso” ao telefonar para o serviço de emergência, o que levantou questionamentos sobre sua relação com a criança.
No tribunal, tanto Klevi quanto Nivaldi tentaram responsabilizar um ao outro pela morte. A defesa da mãe alegou que o pai teria “perdido o controle” e agredido o bebê, enquanto a acusação sustentou que ambos participaram ou permitiram os abusos.
Ao proferir a sentença, o juiz Juiz Jay afirmou que Miguel tinha apenas 13 semanas e meia de vida quando morreu e que foi vítima de “violência terrível”. “Vocês o mataram com a intenção de causar, no mínimo, ferimentos graves”, declarou.
O magistrado também destacou que a agressão fatal não foi um episódio isolado. “A morte dele foi brutal, causada por ambos. O júri concluiu que houve incentivo mútuo”, disse. Segundo ele, o que ocorreu na manhã do crime permanece “um segredo obscuro de uma relação distorcida”.
Após a condenação, a Polícia de Merseyside informou que o casal já havia sido preso inicialmente por lesão corporal grave, sendo posteriormente acusado de homicídio após a morte do bebê. Klevi Pirjani foi condenado à prisão perpétua, com pena mínima de 19 anos.
Já Nivaldi Pirjani também recebeu pena de prisão perpétua, com mínimo de 15 anos e três meses. O tempo já cumprido em detenção será descontado.
Durante o processo, vieram à tona mensagens e relatos que indicariam hostilidade em relação à criança. Em uma troca de mensagens, o pai chamou o filho de monstro.
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Em depoimento, a mãe chegou a afirmar, ao lado do leito do filho, que “deveria tê-lo protegido”. Ainda assim, para o júri, ambos tiveram responsabilidade direta na sequência de agressões que levaram à morte do bebê.