Em meio ao luto vivido pela perda de três policiais militares devido à queda de um avião monomotor em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, na última sexta-feira (9/10), Minas Gerais relembra neste domingo (11/10) outro acidente aéreo que vitimou seis bombeiros. Há exatos dois anos, o helicóptero Arcanjo 04 do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG) bateu contra a Serra de Ouro Preto, na Região Central do estado. Na ocasião, os destroços da aeronave e os corpos ficaram espalhados em um raio de 100 metros do local do acidente.

Conforme informações divulgadas na época, o Arcanjo não conseguiu ultrapassar a serra e colidiu quando estava a cerca de 25 metros do pico. O local é íngreme e o trabalho de resgate foi feito por meio de cordas e técnicas de montanhismo e rapel. Os corpos do capitão Wilker Tadeu Alves, do tenente Victor Sterling, dos sargentos Wellerson e Gabriel, do médico Rodrigo Trindade e do enfermeiro do Samu Bruno Sudário foram retirados no mesmo dia.

A aeronave estava a serviço do Instituto Chico Mendes e atuava no combate a incêndios florestais no local. Os tripulantes voltariam para Belo Horizonte, mas bateram contra a serra. Após o acidente, foram acionadas a Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito e a Defesa Civil, junto ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar da cidade. Esse foi o primeiro acidente aéreo cujas vítimas foram bombeiros.

O CBMMG ressaltou na época que os bombeiros empenhados na operação tinham experiência suficiente para operar em condições climáticas severas e que o Arcanjo também tinha condições para esse tipo de operação.

A aeronave era pilotada pelo capitão Wilker, que trabalhou em Brumadinho com operações aéreas. Já os outros militares trabalharam nas buscas terrestres na tragédia da barragem. Rodrigo Trindade era médico e atuava na UPA Ressaca, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Triste coincidência

O aniversário da tragédia ocorre justamente em meio aos velórios e sepultamentos dos policiais militares que morreram na queda do avião de pequeno porte Pegasus 17, da PMMG, nas proximidades do Aeroporto de Ipatinga, na altura do km 43 da BR-458.

As vítimas foram o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida. Segundo o governo de Minas Gerais, eles realizavam um voo de treinamento periódico e obrigatório para rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da PMMG.

Os corpos foram velados neste domingo (11/10) na Academia de Polícia Militar, no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, e seguirm para o sepultamento no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, Região de Venda Nova, em BH.

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Durante o velório, o governador Mateus Simões (PSD) prestou homenagem aos militares, destacando a importância deles para a corporação. Ele também relembrou a tragédia envolvendo os bombeiros: “Cada uma dessas despedidas é um momento de muita tristeza”.

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