Os corpos dos três policiais militares mortos na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) estão sendo velados neste domingo (11/10) na Academia de Polícia Militar, no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte. O tenente-coronel Luis Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado (ComAvE); a 1ª tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende; e a 1ª tenente Alice Almeida morreram em um acidente aéreo em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, na sexta-feira (9/10).

O governador Mateus Simões compareceu à cerimônia e prestou sua homenagem aos militares, destacando a importância deles para a corporação. Também expressou suas condolências aos amigos e familiares das vítimas.

“Momento muito triste para toda a nossa Polícia Militar e para o estado de Minas Gerais. Estamos nos despedindo hoje de parte do coração do nosso comando aéreo. O tenente-coronel Silvestre era um dos pilotos de segurança pública mais reconhecidos do Brasil, tenente Emília era um exemplo do que ela representa e conquistou, sendo a primeira mulher a integrar o nosso comando aéreo voando asa fixa. Tenente Alice estava ainda no começo da sua vida e eu tive a oportunidade de voar mais de uma vez com ela, disse Simões à imprensa.

Há dois anos, queda de helicóptero matou seis bombeiros

O governador ainda recordou que hoje fazem dois anos do acidente envolvendo o helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG). A aeronave se chocou contra uma serra na região de Ouro Preto na noite do dia 11 de outubro de 2024, em uma área de difícil acesso, o que dificultou o resgate dos seis militares que integravam a tripulação. Não houve sobreviventes. “Cada uma dessas despedidas é um momento de muita tristeza”, afirmou o governador.

De acordo com o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da PM, Silvestre integrava os quadros da Polícia Militar há mais de 20 anos e era o instrutor mais capacitado da corporação, com mais de 5 mil horas de voo. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos.

Ainda segundo o diretor de comunicação, a tenente Gabriel Emília, também natural de Belo Horizonte, tinha, em média, 300 horas de voo e foi a primeira piloto mulher habilitada de aeronave de asa fixa do ComAvE. A policial, de 35 anos, havia retornado da licença-maternidade recentemente. Deixou o marido e dois filhos pequenos. Já a tenente Alice, do Sul de Minas, também acumulava cerca de 300 horas de voo. Tinha 34 anos.

No momento do acidente, aeronave estava em treinamento

O avião de pequeno porte Pégasus 17, da Polícia Militar, caiu em Santana do Paraíso, a 15 quilômetros de Ipatinga, no Vale do Aço. A corporação informou, em coletiva de imprensa realizada neste sábado (10/10), que o bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO, decolou do Aeroporto da Pampulha, em BH, às 15h16 dessa sexta-feira, e pousou no Aeroporto Regional de Ipatinga às 15h59.

Após uma nova decolagem, a aeronave caiu próximo ao terminal, às margens do km 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado às 16h20 para atender a ocorrência.

No momento da queda da aeronave, eles estavam em voo de treinamento periódico e obrigatório de rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da corporação.

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As causas e circunstâncias do acidente serão apuradas pela PCMG e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), no âmbito de suas respectivas atribuições.

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