“Parece que caiu um raio aqui dentro de casa”, conta a auxiliar de produção Silene Duarte, de 47 anos, sobre os momentos de tensão vividos durante a tempestade que atingiu a Região do Barreiro, em Belo Horizonte, na tarde desse domingo (13/9). “A gente estava jantando, aí só consegui acolher os meninos. Os telhados vieram voando da escola e dos vizinhos, caindo tudo em cima da minha casa”, completa.
Em apenas duas horas, o Barreiro acumulou 39,6 milímetros de chuva, o equivalente a 80,5% da média histórica prevista para todo o mês de setembro. Segundo a Defesa Civil de BH, a regional soma 155,2 milímetros, sendo que a média climatológica é de 49,2 mm, ultrapassando em 315,4% o total estimado para o mês.
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Ontem, na Vila Pinho, parte do telhado da Escola Municipal Vila Pinho foi arrancada pela força do vento e atingiu as residências do entorno. Silene, que mora na Região há 40 anos e afirma que nunca tinha vivido uma situação parecida. Hoje ela vive com os quatro filhos na Rua Coletora, onde fica a escola.
“Nós estávamos muito preocupados, porque aqui moram três famílias e tem muita criança. Ontem meus sobrinhos também estavam aqui e ficaram apavorados. Graças a Deus ninguém se machucou”, declara Duarte.
A auxiliar de produção conta, ainda, que a força do vento quebrou vidros das janelas, levou as telhas do salão da cunhada e que sua varanda ficou destruída. Por isso, a família passou a manhã de hoje (14) limpando e tirando os entulhos dos imóveis.
Imagens feitas pela reportagem também mostraram o estrago deixado pela tempestade em outras residências do entorno da escola: diversas casas sem telhados e pedaços de telhas espalhados por todo lado.
Risco geológico
Esta manhã a Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu um alerta de risco geológico forte para a Região do Barreiro devido ao volume de chuva registrado nas últimas horas e à previsão de novos temporais. O aviso é válido até esta quarta-feira (16/9).
Com o solo encharcado, o órgão orienta os moradores a redobrarem a atenção para sinais de movimentação do terreno, além do risco de quedas de muros, deslizamentos e desabamentos.
Sinais de que deslizamentos podem acontecer:
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Trincas nas paredes.
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Água empoçando no quintal.
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Portas e janelas emperrando.
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Rachaduras no solo.
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Água minando da base do barranco.
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Inclinação de postes ou árvores.
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Muros e paredes estufados.
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Estalos.
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Recomendações
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Não faça cortes muito altos e inclinados nos barrancos.
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Coloque calhas no telhado da sua casa.
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Conserte vazamentos em reservatórios e caixas-d’água.
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Não jogue lixo ou entulho na encosta.
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Não despeje esgoto nos barrancos.
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Não faça queimadas.
O que fazer e não fazer durante a chuva?
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Não atravesse ruas alagadas nem deixe crianças brincando nas enxurradas e próximo a córregos;
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Não se abrigue nem estacione veículos debaixo de árvores;
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Tenha atenção especial para áreas de encostas e morros;
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Nunca se aproxime de cabos elétricos rompidos. Ligue imediatamente para Cemig (116) ou Defesa Civil (199);
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Se notar rachaduras nas paredes das casas ou o surgimento de fendas, depressões ou minas d’água no terreno, avise imediatamente a Defesa Civil;
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Em caso de raios, não permaneça em áreas abertas nem use equipamentos elétricos.
Emissão de alertas
Os moradores de Belo Horizonte podem receber alertas de risco de chuvas fortes, granizo, tempestades, vendavais, alagamentos, risco de deslizamentos de terra e outros fenômenos meteorológicos por SMS. Para se cadastrar, basta enviar uma mensagem de texto com o CEP da sua rua para o número 40199. Uma mensagem de confirmação será enviada na sequência. O serviço é gratuito.
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A população também pode acompanhar os alertas e as recomendações da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil por meio do Instagram, Facebook, X e pelo canal público do Telegram, no endereço defesacivilbh.
