Abondono de incapaz: mãe é presa ao dormir e deixar filhos sozinhos
A família vivia em um imóvel com pouca estrutura sanitária na cidade de Patos de Minas. A precarização chamou atenção dos conselheiros tutelares e militares
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Uma mulher, de 27 anos, foi presa por abandono de incapaz dos dois filhos – um menino de quatro anos e uma bebê de nove meses. O caso aconteceu em Patos de Minas, no Alto do Paranaíba. A ação foi feita em conjunto entre a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Conselho Tutelar do município, na tarde dessa terça-feira (4/8). A mãe das crianças havia sido denunciada antes pelos mesmos motivos, mas não tinha sido presa. As crianças foram levadas a um abrigo.
De acordo com o boletim de ocorrência, os militares foram chamados para prestar apoio aos conselheiros tutelares em uma visita à residência da suspeita. Ao chegarem lá, encontraram o portão do imóvel escancarado e entraram no local.
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O menino recepcionou os agentes na porta e questionou o motivo pelo qual eles estavam na residência. Um pouco mais adiante, a irmãzinha do garoto estava sentada no chão, com uma tampinha de garrafa na boca. Uma das conselheiras, atenta à situação, removeu o objeto antes que a bebê se engasgasse.
Os servidores chamaram a mãe das crianças diversas vezes, mas não foram atendidos. O filho informou que ela estava dormindo no interior da casa. Com isso, os militares entraram no imóvel e visualizaram a mãe deitada em um colchão no chão, em sono profundo.
Para acordá-la, foi necessária certa insistência dos agentes. Quando enfim despertou, ela foi questionada pelos conselheiros e militares. A mãe apontou que havia dado almoço às crianças, deitado na cama e dormido.
Os policiais deram voz de prisão por abandono de incapaz e ela foi encaminhada à delegacia para as demais providências. As crianças foram levadas a um abrigo.
Situação da casa chamou atenção
Os militares e conselheiros identificaram que a casa em que as crianças viviam estava em péssimas condições. Ao se depararem com a bebê, eles notaram que a garota estava sentada em local que tinha muitas fezes de cachorro.
Em um dos cômodos, havia uma banheira cheia de água que apresentava riscos às crianças, em especial a menorzinha.
Reincidência
O Conselho Tutelar havia intervindo em outras ocasiões para tentar regularizar toda a situação, mas as situações permaneciam recorrentes. O Ministério Público de Minas Gerais foi acionado duas vezes em junho passado, sobre a negligência da genitora.
Uma conselheira relatou que, na ocasião, uma testemunha informou aos agentes que as crianças tinham o costume de sair para a via pública sem a supervisão da mãe. Os vizinhos, quando percebiam essa situação, recolocavam os pequenos de volta no imóvel.
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck