O Capivarã, embarcação turística que navega pela Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, terá novo horário de saída a partir desta sexta-feira (5/6). A viagem das 16h30 foi criada para permitir que moradores e turistas acompanhem o pôr do sol na região.

Desde o lançamento da atração, em 27 de dezembro de 2025, mais de 5 mil pessoas já participaram das viagens. Os ingressos podem ser retirados a partir desta terça-feira (2/6) no Portal Belo Horizonte.

As estações de outono e inverno oferecem condições favoráveis para contemplar a paisagem. Nesta época do ano, Belo Horizonte costuma registrar céu azul e pores do sol alaranjados devido ao clima mais seco e à menor incidência de nuvens, o que torna os dias mais nítidos.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, os passeios do Capivarã têm índice médio de satisfação de 9,9.

O presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, afirmou que a embarcação se consolidou como uma das atrações turísticas da capital e destacou o novo horário voltado à contemplação do pôr do sol.

“Com o novo horário, queremos proporcionar a oportunidade de contemplação de um dos momentos mais bonitos do dia, que é o pôr do sol na Lagoa da Pampulha. Nesta época do ano, o céu da cidade oferece um espetáculo à parte, o que torna o passeio ainda mais especial e reforça o potencial da Pampulha como um dos principais atrativos turísticos do país”, destaca Cruvinel.

Ingressos

Cada viagem oferece 26 vagas, com ingressos disponibilizados pela plataforma Sympla e limite de até dois por CPF. O embarque e o desembarque ocorrem no Centro de Atendimento ao Turista Veveco, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, na Pampulha, próximo à Casa do Baile.

A recomendação é chegar ao local com 15 minutos de antecedência. As viagens podem ser canceladas em caso de condições climáticas desfavoráveis.

O Capivarã

O nome Capivarã é uma homenagem às capivaras que vivem no entorno da Lagoa da Pampulha. Durante o trajeto, a embarcação percorre a lagoa e passa pelos monumentos do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2016.

Com duração de 30 minutos, a embarcação conta com coletes salva-vidas obrigatórios para crianças menores de 12 anos e pessoas com mais de 60 anos. O barco possui área com cadeiras e um espaço superior sem cobertura, com capacidade para até dez pessoas por vez. A estrutura inclui grades de proteção, extintores de incêndio e boias salva-vidas.

“Não é só navegar no principal cartão-postal de Belo Horizonte, mas é olhar de outra forma para a Pampulha. Não fazer da lagoa como obra ou intenções políticas. Ela é de todo mundo; preservá-la é importante para todos”, afirmou o prefeito Álvaro Damião (União) antes da primeira viagem, em 27 de dezembro de 2025.

Poluição e revitalização

A retomada da navegação foi anunciada por Álvaro Damião durante as comemorações dos 82 anos do Conjunto Moderno da Pampulha, em maio do ano passado. Na ocasião, o prefeito defendeu uma nova relação da cidade com a lagoa, cuja navegação havia sido proibida em 1968 devido à poluição.

“Até ontem, a Lagoa da Pampulha era chamada de esgoto a céu aberto. Não é bem assim. Tem uma parte que recebe esgoto, mas existe outra parte, essa em que estamos, que pode receber embarcações, como tem recebido a Marinha e vai receber os passeios turísticos. Essa é a visão que queremos construir”, declarou o prefeito.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a retomada da navegação foi possível após melhorias na qualidade da água da lagoa, em um processo iniciado em 2016. Dados divulgados em setembro de 2025 indicam que alguns trechos apresentavam índices de qualidade da água classificados entre bom e ótimo, o que permitiu a realização dos passeios.

Conjunto Moderno da Pampulha

As viagens no Capivarã proporcionam uma visita ao Conjunto Moderno da Pampulha, que reúne o Santuário São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube, o Museu de Arte da Pampulha e a Casa Kubitschek.

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Inaugurado em 1943, durante a gestão de Juscelino Kubitschek, o conjunto reuniu alguns dos principais nomes da arte e da arquitetura brasileira, como Oscar Niemeyer, responsável pelos projetos arquitetônicos; Roberto Burle Marx, pelo paisagismo; Cândido Portinari, pelos painéis artísticos; e Alfredo Ceschiatti, pelas esculturas. As formas curvas e o uso do concreto armado nas construções da Pampulha marcaram um momento decisivo da arquitetura moderna brasileira.

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