MISOGINIA

Advogada questiona estudante que chamou vítima de violência de vagabunda

Comentário foi feito em um vídeo publicado por Carol Machado, que atuava em defesa da cliente que viveu durante 14 anos um relacionamento abusivo

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A influenciadora e advogada Carol Machado denunciou, em vídeo no Instagram, o comentário de um estudante de direito, que chamou a vítima de violência doméstica de “vagabunda”. O comentário foi feito em um vídeo publicado pela advogada, em que ela defendia a cliente em um processo. 

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Eduardo Felipe afirmou: “A mulher não quer trabalhar? É uma vagabunda mesmo… Ele não tem que sustentar uma vagabunda.” Essa ação gerou um incômodo em Carol, que resolveu gravar um vídeo em que questiona a postura do estudante de direito e relembra as dificuldades enfrentadas pela vítima. 

“O Eduardo se sentiu muito confortável em entrar em um perfil de uma advogada, que tem um grande número de seguidoras e chamar uma mulher de vagabunda. Sabe quem é essa mulher? Uma que viveu 14 anos em um relacionamento abusivo, que tem três filhos e custou para ter coragem de se separar”, destacou Carol. 

Ao longo do vídeo, ela indica que visitou o perfil dele e viu que o discente tinha um story nos destaques, com afirmações de que era estudante na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela então mobilizou os seguidores para alertar a instituição de ensino superior sobre o comentário feito pelo aluno. 

A UFMG então entrou em contato com a advogada e a informou que o rapaz não fazia parte da instituição de ensino. Carol agradeceu em outro vídeo o contato da federal e a mobilização dos seguidores, além de exaltar a postura da universidade no desenvolvimento de campanhas contra a violência.

“Sabe o que é confortante para mim? Ter ciência de que uma pessoa tão desrespeitosa com essa não faz parte do quadro de alunos e que a UFMG não terá a imagem manchada por um discente faz esse tipo de comentários sobre mulheres”, elogia.

Em contato com a UFMG, a instituição confirmou que entrou em contato com Carol e a enviou os materiais produzidos pela mesma. Sobre o estudante, a universidade indicou que não vai se posicionar sobre, uma vez que não se trata de um estudante da UFMG, e a própria influencer esclarece isso no vídeo posterior.  

Jovem se manifesta

Eduardo fez uma série de storys no Instagram, em que se manifestava sobre as repercussões acerca do comentário. Nele indicou que “qualquer providência ou medida cabível será exercida no âmbito próprio: o Poder Judiciário.”

Ele postou storys em que se defendia dos ataques
Ele postou storys em que se defendia dos ataques Redes Sociais

O jovem indicou que não prestou em momento nenhum informações inverídicas quanto à formação acadêmica e que esteve vinculado à UFMG em um momento no curso de letras. “Jamais afirmei ou deixei entender que cursava direito à época. Trata-se de interpretação equivocada e criação alheia, sem qualquer correspondência com a realidade”, afirma. Ele indica ainda que concluiu o quarto período de direito. 

Referente ao comentário que deu origem às mobilizações, ele afirmou que "não houve qualquer equívoco ou intenção inadequada da minha parte e que a expressão usada pode ter sido interpretada de forma imprópria” e que não é responsável pela compreensão de terceiros. 

Ele postou storys em que se defendia dos ataques
Ele postou storys em que se defendia dos ataques Redes Sociais

Ele questiona o rótulo de misógino dado a ele e denunciou que recebeu ofensas de ordem racial.

Ele postou storys em que se defendia dos ataques
Ele postou storys em que se defendia dos ataques Redes Sociais

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 *Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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