TRIBUNAL DO JÚRI

BH: dono de bar acusado de matar cliente por R$ 47 é absolvido pela Justiça

Crime ocorreu em um bar na Região Leste de Belo Horizonte em 2022. Na época, proprietário do estabelecimento alegou que não encostou na vítima durante a briga

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O dono de um bar no Bairro Santa Inês, na Região Leste de Belo Horizonte, acusado de matar Éverton de Faria Santos com uma facada durante uma discussão no estabelecimento em abril de 2022, foi absolvido pelo Tribunal do Júri.

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A decisão foi tomada nessa quarta-feira (6/5), apesar de os jurados reconhecerem os argumentos dos advogados de acusação de que haveria provas sobre a autoria do crime. Conforme a denúncia do Ministério Público (MPMG), o crime foi motivado por um erro na cobrança da conta de consumo, no valor de R$ 47.

No entanto, durante o julgamento, o acusado Marco Aurélio Capabianco negou que tivesse atingido a vítima com algum instrumento perfurocortante. Ele alegou que tinha um canivete há mais de dois anos dentro da loja, mas não chegou a usá-lo. O acusado negou, ainda, ter falado para o filho, que também estava na discussão, que atacou alguém com canivete ou faca durante a briga. Marco Aurélio alegou que só teve contato com a vítima quando ela estava ferida no chão depois de toda a confusão.

Além disso, o dono do estabelecimento disse que queria proteger seu filho e que não estava arrependido da agressão, pois não recordava de ter agredido a vítima. Ao todo, três testemunhas foram ouvidas no 3º Tribunal do Júri de BH. A decisão ainda cabe recurso.

Relembre o caso

Éverton foi morto na madrugada de 22 de abril de 2022, por causa de uma discussão sobre um erro na conta, de R$ 47. A briga generalizada envolveu clientes e funcionários do bar no Bairro Santa Inês, na Região Leste de BH. Marco Aurélio foi preso em flagrante na noite do mesmo dia, acusado de homicídio. Ele foi conduzido à delegacia para prestar depoimento, junto de outras seis pessoas.

A vítima foi esfaqueada na região do abdômen e levada ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII por uma viatura policial. De acordo com os médicos, a faca atingiu a região entre o abdômen e o fígado, resultando na morte do homem.

A princípio, funcionários do estabelecimento alegaram à polícia que Everton teria escorregado e caído sobre uma taça e, por isso, se feriu. Entretanto, os médicos plantonistas do HPS relataram que a perfuração na vítima foi feita por uma faca. A arma branca foi identificada e apreendida na cozinha do bar.

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Já o proprietário do bar estava com um ferimento no dedo da mão direita. Segundo Marco Aurélio, a lesão foi causada devido a um caco de vidro de um dos copos que foram quebrados. Ele recusou atendimento médico, alegando que faria depois. Nenhuma das testemunhas ouvidas no dia informou ter visto o momento em que a vítima foi atingida pela faca.

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