Agência antecipa fiscalização após queda de égua em adutora da Copasa
Agência Reguladora de Água e Energia (Arsae-MG) vai apurar a vedação após o animal cair no reservatório. Companhia pode sofrer sanções se houver falhas
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A Agência Reguladora de Água e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG) vai antecipar uma fiscalização na adutora da Copasa após a queda de uma égua no Sistema Rio das Velhas, no Bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte, nessa terça-feira (5/5). A ação busca apurar como o animal acessou a estrutura, verificar as condições de vedação e identificar possíveis falhas, já que o episódio comprometeu o abastecimento de água em mais de 700 bairros da Região Metropolitana da capital.
Segundo a diretora-geral da Arsae, Laura Serrano, a vistoria já estava prevista na agenda fiscalizatória para o mês de maio, mas ganhou prioridade para os próximos dias diante do incidente. A fiscalização deve analisar especialmente os pontos de acesso da adutora, como tampas de postos de visita, que são utilizadas para manutenção e precisam estar devidamente vedadas para evitar qualquer tipo de contaminação.
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A agência também vai investigar se houve descumprimento das normas que exigem proteção física das estruturas de abastecimento, como cercamento e gradeamento. Essas medidas são obrigatórias justamente para impedir o acesso de animais ou pessoas às redes de água tratada.
"Existe toda uma regulamentação que obriga o cercamento dos sistemas de abastecimento de água, das estações de tratamento de água e também a necessidade de gradeamento nesses sistemas justamente para evitar que possam ser acessados por animais, por seres humanos, para evitar qualquer tipo de contaminação, e nesse caso específico a Arsae ainda está apurando toda a situação", destacou.
Serrano ressalta que as adutoras de água tratada percorrem quilômetros de extensão e tudo indica que o animal subiu em uma dessas tampas de posto de visita, que são importantes para que a equipe de manutenção tenha acesso ao interior das adutoras, mas que servem justamente para garantir a vedação da água que já foi tratada.
Caso sejam identificadas irregularidades ou responsabilidade da concessionária, a Arsae poderá instaurar um processo sancionatório. As penalidades vão desde a aplicação de multa até a exigência de ajustes operacionais, com o objetivo de evitar novos episódios e reforçar a segurança do sistema.
Paralelamente à fiscalização, a agência acompanha todos os procedimentos adotados pela companhia. Serrano destaca que, mais importante no momento, é que o serviço seja restabelecido para a população e que, para isso, o animal já foi retirado, a desinfecção foi realizada pela Copasa e que testes de potabilidade da água serão feitos para garantir o atendimento aos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. "Se esses testes demonstrarem que os parâmetros de potabilidade estão sendo respeitados, essa água é segura para consumo da população", concluiu.
Relembre o caso
Uma égua caiu dentro da adutora do Sistema Rio das Velhas, no Bairro Taquaril, na Região Leste da capital, nessa terça-feira (5/5). Amora ficou 36 horas na adutora até ser encontrada em pedaços na madrugada desta quarta-feira (6/5), por técnicos da companhia no Reservatório São Lucas Sul, após uma operação que mobilizou equipes da Copasa durante toda a madrugada.
A situação exigiu a paralisação do sistema que abastece Belo Horizonte e outras sete cidades da região metropolitana, afetando 716 bairros, sendo:
- Belo Horizonte — 364
- Contagem — 3
- Nova Lima — 86
- Raposos — 20
- Ribeirão das Neves — 63
- Sabará — 82
- Santa Luzia — 90
- Vespasiano — 8
Durante os trabalhos, os técnicos usaram drones para a inspeção interna da estrutura, permitindo buscas em áreas de difícil acesso. As equipes atuaram de forma contínua até a localização e retirada do animal, concluída na manhã desta quarta-feira.
A Copasa reforça que o abastecimento será retomado de forma gradual, após a conclusão de todas as etapas de segurança.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Fernanda Borges