Água em BH: conheça a jornada dos rios até chegar na sua torneira
Dos rios Paraopeba e das Velhas até sua casa: explore o sistema de represas e estações que garante o abastecimento de milhões de pessoas
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Belo Horizonte acordou nesta quarta-feira (6/5) sem água em centenas de bairros, e a interrupção no abastecimento revelou uma realidade que a maioria dos moradores desconhece: a torneira em casa é o ponto final de uma cadeia complexa que envolve dois grandes rios, três represas e um sistema de tratamento que não para.
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Entender como essa engrenagem funciona ajuda a explicar por que, quando algo falha em qualquer ponto do percurso, o impacto chega tão rápido e tão longe.
Os gigantes do abastecimento: Rio das Velhas e Paraopeba
O abastecimento de água da capital mineira e de outras cidades da região é garantido principalmente por duas bacias hidrográficas: a do Rio das Velhas e a do Rio Paraopeba. Juntas, elas formam um sistema integrado e robusto, gerenciado pela Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais).
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O sistema do Rio das Velhas
O Rio das Velhas é responsável por cerca de 46% do abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A captação ocorre no distrito de Bela Fama, em Nova Lima, onde está localizada uma importante estação de tratamento. Dali, a água bruta é bombeada para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Bela Fama, que inicia o processo de purificação.
Foi essa estação que teve as atividades paralisadas após a queda de um animal no sistema. O caso teve início na tarde de terça-feira (5/5), quando o animal acessou a estrutura e provocou a interrupção do abastecimento de água em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana.
A importância do Sistema Paraopeba
Responsável por cerca de 54% do abastecimento da RMBH, o Sistema Paraopeba é fundamental para garantir a segurança hídrica, especialmente em períodos de seca. Ele é composto por três grandes reservatórios: Rio Manso, Vargem das Flores e Serra Azul. Esses reservatórios armazenam a água que, quando necessário, é liberada para complementar o volume do Rio Paraopeba, de onde também é feita a captação para tratamento.
Da captação à torneira: o tratamento da água
Depois de captada, a água bruta passa por um rigoroso processo de tratamento antes de ser distribuída. As etapas incluem:
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Coagulação e Floculação: Adição de produtos químicos que agregam as partículas de sujeira, formando flocos maiores.
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Decantação: Os flocos, mais pesados, se depositam no fundo dos tanques.
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Filtração: A água passa por filtros de areia, carvão e cascalho para remover as impurezas restantes.
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Desinfecção e Fluoretação: Adição de cloro para eliminar microrganismos e de flúor para auxiliar na saúde bucal.
Após todas essas etapas, a água é armazenada em reservatórios e distribuída por uma complexa rede de adutoras e tubulações até chegar às residências.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.