Queda de avião em BH: 'cenário é de estabilidade', diz Corpo de Bombeiros
Duas vítimas mortas foram retiradas das ferragens e sobreviventes seguem em estado grave. Defesa Civil avalia se houve abalo estrutural em edifício atingido
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Após o resgate das vítimas que estavam no avião que caiu na tarde desta segunda-feira (4/5) no Bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, e o controle dos riscos imediatos, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) trabalha com operações de rescaldo e no acompanhamento da situação estrutural da área.
"O cenário agora é de estabilidade. Todas as vítimas já foram retiradas, inclusive as duas vítimas que morreram. Elas estavam presas às ferragens da aeronave e já foram conduzidas pela Polícia Civil. No momento, trabalhamos na desmobilização e na verificação das condições prévias de segurança", informa o major Johnny Franco, do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros.
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Segundo o militar, o objetivo é permitir que a Defesa Civil da capital inicie o trabalho de avaliação da edificação atingida, para checar se houve algum abalo estrutural. Além disso, a presença das agências de aviação para a perícia é aguardada, no sentido de entender a causa do acidente.
Sobre o trabalho de retirada das vítimas que morreram, o major disse que, como estavam presas na estrutura, foram utilizados equipamentos de desencarceramento para fazer a expansão das ferragens ou cortes minuciosos. "Esse procedimento é feito com o máximo de cuidado e segurança para garantir a integridade da retirada."
Em relação a risco de explosão ou contaminação pelo combustível da aeronave, o major informa que são adotadas precauções rigorosas. "Fizemos um trabalho de prevenção com líquido gerador de espuma (LGE) e a contenção da mistura resultante dessa operação. O objetivo foi evitar a contaminação de ralos e bueiros. Portanto, a princípio, o cenário quanto ao combustível está seguro", completou.
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Ele disse ainda que, até o momento, não há previsão para a retirada dos destroços do prédio e do estacionamento do supermercado. "Depende do trabalho dos órgãos competentes, como o pessoal da aviação (Cenipa/Anac), que fará a avaliação e indicará como esse procedimento deve ser realizado. Por enquanto, uma guarnição nossa permanece no local fazendo o acautelamento de segurança, junto à Polícia Militar e à Guarda Municipal, para que a Defesa Civil e os peritos possam trabalhar."
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O acidente
A aeronave de pequeno porte, que havia decolado do Aeroporto da Pampulha, às 12h16, com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, colidiu contra um edifício residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no Bairro Silveira, Região Nordeste da capital.
O impacto, ocorrido poucos minutos após a decolagem, destruiu o avião. Destroços foram arremessados tanto para o terreno do prédio atingido quanto para o estacionamento de um supermercado vizinho. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h21 e confirmou que cinco pessoas estavam a bordo. Duas mortes foram registradas no local (o piloto e um passageiro que estava no assento do copiloto) e três sobreviventes, em estado grave, foram resgatados e encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
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