Fé e solidariedade: "Cristo é o Show" reúne milhares de fiéis no Mineirão
Com mais de três décadas de história, evento católico tem Frei Gilson como atração principal e reforça papel social na recuperação de dependentes químicos
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O Mineirão recebe neste domingo (3/5) um dos maiores fenômenos de mobilização religiosa do país. O "Cristo é o show", evento que soma 35 anos de realização ininterrupta em Minas Gerais, reúne um público superior a 75 mil pessoas e consolida-se, mais que um festival de música, como uma engrenagem de impacto social e evangelização.
O destaque da programação deste ano, que começou às 13h e se encerra às 21h30, é o Frei Gilson. O religioso, que se tornou sucesso de audiência nas redes sociais e plataformas de streaming, é conhecido por atrair multidões em cercos de Jericó e momentos de oração. No palco do gigante da Pampulha, ele conduz os momentos centrais de louvor e reflexão, conectando-se com uma base de fiéis que atravessa diferentes gerações.
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Idealizado pelo deputado e músico Eros Biondini, o evento carrega um DNA que vai além do entretenimento cristão. Ao longo de sua trajetória, o projeto se estabeleceu como uma vitrine e ferramenta de suporte para comunidades terapêuticas e centros de recuperação. O foco é o resgate de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas impactadas pela dependência química.
Eros Biondini falou sobre a magnitude desta edição. Para ele, o evento é um divisor de águas para o entretenimento mineiro, unindo a entrega espiritual a uma infraestrutura de grandes espetáculos mundiais."O Cristo é o Show é um marco, não só na evangelização católica, mas pelo recorde batido no novo Mineirão. É um marco para o entretenimento da nossa capital e do nosso estado."
O impacto do evento foi sentido na rede hoteleira de Belo Horizonte, que registrou ocupação máxima, impulsionada por caravanas vindas de estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo.
Segundo o organizador, o público está na capital mineira em busca de uma combinação específica: qualidade artística e renovação espiritual. A participação de Frei Gilson, pontuou, era um desejo antigo do público local. "Era um sonho dos mineiros ter o frei aqui, e nós ajudamos a realizar. O público confiou no nosso trabalho e esgotou os ingressos ainda em agosto do ano passado," destacou o deputado.
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Entre a multidão que lota o estádio, Sirlene Alves Rodrigues Prates, de Ibirité, na Grande BH, não esconde o entusiasmo em participar do evento pela primeira vez. Para Sirlene, o encontro vai muito além da música - é um exercício de gratidão. "Viemos orar, louvar e agradecer a Deus por todos os dons que Ele nos dá. Estar aqui é celebrar a oportunidade de viver e transmitir Deus para quem precisa", afirma a fiel, que vê na evangelização o ponto alto da jornada.
Sirlene compartilha o momento com a filha, Poliana, e o genro. Para a jovem, é uma atmosfera que funciona como um combustível para a alma, encurtando a distância entre o cotidiano e o sagrado. "A gente procura receber graças. É através desse evento que a gente consegue chegar no céu mais rápido um pouquinho", resume Poliana, emocionada, ao descrever a sensação de proximidade com a espiritualidade.
Para Ludmila Moreira, moradora de Contagem, a vinda a Belo Horizonte carrega um significado de renovação e reconhecimento. Também em sua estreia no show, para ela a hora é de valorizar o que se tem. "Hoje eu vim agradecer mais a Deus pelo momento, por esse tempo que a gente está vivendo", afirmou.
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Ludmila diz que a grande expectativa da jornada é o encontro com uma das principais atrações da programação. "A oportunidade de conhecer o Frei Gilson, que está aqui hoje, torna a expectativa sensacional", completou.
O evento se mantêm há 35 anos sem interrupções - sobreviveu a trocas de moedas, crises econômicas e transformações tecnológicas, adaptando-se para manter o fôlego de público.
Em 2026, a estrutura é uma das maiores da história do festival, unindo tecnologia de som e luz à tradição das missas e momentos de adoração que definiram o formato do encontro desde a década de 1980.
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Com o sucesso absoluto de público e a movimentação econômica gerada para Minas Gerais, Eros Biondini já projeta o futuro. "Vieram para ver coisa boa e receber a bênção de Deus. Se Deus quiser, um dia repetiremos esse evento tão lindo."