GARANTIA DE ÁGUA

Ameaças ao abastecimento da Grande BH são mapeadas em encontro

Evento no CREA-MG reúne especialistas para traçar o futuro do abastecimento na bacia do Rio das Velhas e garantir água a milhões de habitantes

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Abastecimento, captação de água e estratégias contra racionamentos estarão no centro das discussões de prefeituras e entidades que buscam reforçar a segurança hídrica da Grande BH em seminário nesta segunda-feira (04/05).

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O evento "Desafios, estratégias e soluções para o futuro do abastecimento" ocorre das 08h às 17h, na sede do CREA-MG, na Av. Álvares Cabral, 1600, Bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte.

  


O seminário foi concebido a partir da urgência de mapear a disponibilidade de água no Alto Rio das Velhas, relacionando a capacidade de oferta ao crescimento da demanda, além da pressão de empreendimentos imobiliários, minerários e industriais.

A realização é do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), em parceria com a Sociedade Mineira de Engenheiros e a Copasa.

O debate sobre o presente e o futuro dos recursos hídricos na região mais densamente habitada de Minas Gerais contará com especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil.


As diretrizes de captação que sustentam o abastecimento de milhões de pessoas estão entre os principais pontos da programação.

O encontro tem impacto direto nos níveis local e estadual. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o tema afeta diretamente comunidades e atividades econômicas que dependem da regularidade no fornecimento de água.

Em âmbito estadual, a relevância envolve a atuação de órgãos como a Copasa e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), responsáveis pela gestão e regulação dos recursos hídricos.

A gestão adequada da bacia é considerada essencial para o desenvolvimento econômico, a saúde pública e a preservação ambiental.

Quais os cenários particulares que afetam a bacia?

Entre os destaques, está a apresentação do Plano de Segurança Hídrica da RMBH e do Estudo de Impacto Cumulativo, ferramentas usadas para prevenir cenários de escassez e orientar políticas públicas.

Também será discutida a atuação do grupo gestor de vazão, o Convazão, responsável pelo monitoramento dos rios.

A programação inclui ainda uma mesa-redonda multidisciplinar com órgãos públicos, universidades e empresas do setor de hidrogeologia.

O formato busca evitar decisões isoladas e promover soluções integradas que conciliem preservação ambiental e consumo humano.

Nos últimos meses, a Bacia do Rio das Velhas enfrentou episódios de estresse hídrico. Em outubro de 2025, levantamentos apontaram redução histórica nas vazões, gerando alerta para o abastecimento da RMBH.

No início de 2026, no entanto, as chuvas acima da média elevaram os níveis dos rios e trouxeram alívio temporário.

Essa alternância entre escassez e recuperação reforça a instabilidade climática e estrutural do sistema.

O encontro no CREA-MG busca justamente consolidar ações permanentes de proteção aos mananciais, reduzindo a dependência do regime de chuvas.

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O alinhamento entre conhecimento técnico e poder público é apontado como essencial para garantir segurança e previsibilidade no abastecimento da região metropolitana. 

Ações Estratégicas para a Bacia do Rio das Velhas

  • Diretrizes de preservação: proteção das matas ciliares para evitar o assoreamento dos leitos
  • Monitoramento técnico: acompanhamento constante das vazões pelo grupo Convazão
  • Planejamento integrado: articulação entre Copasa, Igam e comitês de bacia
  • Gestão de demanda: análise da relação entre o crescimento urbano e a oferta hídrica
  • Ferramentas de controle: uso do Estudo de Impacto Cumulativo para autorizações de outorga

Cronograma do Seminário

  • Abertura institucional: representantes do CBH Rio das Velhas, CREA-MG e SME
  • Painel técnico: apresentação do Plano de Segurança Hídrica da RMBH pela ARMBH
  • Disponibilidade hídrica: análise técnica do Igam sobre o Alto Rio das Velhas
  • Oferta e demanda: palestra da Copasa sobre as condições de abastecimento na capital
  • Mesa-redonda: debate multidisciplinar entre universidades e órgãos gestores

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