Explosões e fogo intenso destroem ferro-velho em Uberlândia
Chamas de grandes proporções exigiram 60 mil litros de água e táticas de abafamento para controle de metais pirofóricos; não houve registro de vítimas
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Um ferro-velho tomado pelas chamas de um incêndio, que chegou a provocar explosões devido ao material estocado, obrigou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) a um intenso combate.
Foi necessário isolar a área, no Bairro Oswaldo Rezende, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, sobretudo por se tratar de uma região de intenso fluxo comercial e industrial, próximo à unidade de processamento da empresa BRF.
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Não houve registro de vítimas ou pessoas feridas, mas, de acordo com o CBMMG, o risco de propagação era elevado em função da densidade de materiais combustíveis no local.
Ao chegar ao endereço, os militares encontraram o incêndio em estágio avançado. As chamas atingiam grandes alturas e já haviam tomado a estrutura da edificação comercial, provocando explosões audíveis em quarteirões vizinhos.
A estratégia inicial das equipes de salvamento focou na contenção do avanço do sinistro para os imóveis adjacentes.
Devido ao perigo iminente, os bombeiros estabeleceram várias linhas de ataque pelos flancos, impedindo que o fogo se alastrasse a construções vizinhas.
A operação de cerco foi bem-sucedida, permitindo que os militares passassem ao combate direto ao foco principal logo após o resfriamento das áreas de limite.
Quais foram os desafios e riscos aos bombeiros?
Um desafio específico da ocorrência foi a presença de metais pirofóricos entre as sucatas, elementos que reagem de forma violenta ou permanecem em combustão mesmo sob a aplicação de água.
Para solucionar o problema, os combatentes utilizaram a técnica de abafamento, isolando o material do oxigênio para extinguir os focos remanescentes.
Essa etapa de rescaldo foi essencial para evitar que brasas sob as ferragens reiniciassem o incêndio.
A operação mobilizou um contingente de 12 militares e cinco viaturas especializadas, resultando no consumo de aproximadamente 60 mil litros de água.
Durante os trabalhos de contenção, a coordenação da equipe destacou a gravidade da situação. "O incêndio apresentava risco iminente às edificações adjacentes e exigiu um ataque estratégico pelos flancos para conter o avanço das chamas", informou o CBMMG.
Nos últimos seis meses, o município registrou fatos similares, como o incêndio de grandes proporções em um depósito no Bairro Élisson Prieto, em fevereiro de 2026, e a explosão seguida de chamas em uma unidade no Bairro Tibery, em março.
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Esses episódios reforçam o alerta das autoridades sobre protocolos de segurança e armazenamento em pátios de materiais metálicos e plásticos na região.
Prevenção e segurança
- Armazenamento estratégico: a separação de materiais metálicos de substâncias altamente inflamáveis.
- Controle de metais pirofóricos: a utilização de técnicas de abafamento em vez de água para evitar reações violentas.
- Isolamento de perímetro: a manutenção de corredores de acesso para viaturas do Corpo de Bombeiros.
- Monitoramento de temperatura: a vigilância constante em pilhas de materiais recicláveis para evitar combustão espontânea.
Incêndio em Uberlândia
- Localização do sinistro: Avenida Professora Minervina Cândida de Oliveira no Bairro Oswaldo Rezende.
- Recursos mobilizados: 12 militares e cinco viaturas especializadas.
- Consumo de água: aproximadamente 60 mil litros para o combate e rescaldo.
- Impacto estrutural: o fogo atingiu a edificação comercial e causou explosões sem deixar vítimas.