Padrasto que agrediu adolescente ameaçou policiais e família ao ser preso
A vítima teve a visão do olho esquerdo comprometida, fratura na mandíbula e marcas de agressão por todo o corpo
compartilhe
SIGA
Ao ser preso em flagrante suspeito de agredir fisicamente o enteado de 13 anos, o homem, de 30, ameaçou os policiais e a família. De acordo com o boletim de ocorrência, o agressor disse aos militares que sabia lutar muay thai e taekwondo. Além disso, ainda conforme registro da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o homem disse à mãe do adolescente que logo voltaria, pois ficaria pouco tempo preso, e se vingaria. O crime ocorreu nessa sexta-feira (1º/5), no Bairro Copacabana, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
Leia Mais
O padrasto ainda quebrou objetos da casa antes de ser contido e preso por homicídio tentado, infração contra criança e o adolescente, maus-tratos e violência doméstica. A prisão foi efetuada pela PMMG ainda na sexta-feira.
Segundo a corporação, o autor das agressões pediu que o adolescente limpasse as fezes de cachorros que estavam no quintal da casa onde moram. O homem não gostou de como a tarefa foi feita e passou a agredir o enteado com socos e chutes, chegando a esfregar o rosto do adolescente contra o chão. A vítima teve a visão do olho esquerdo comprometida, fratura na mandíbula e marcas de agressão por todo o corpo.
Autor e vítima foram levados para a UPA Venda Nova, mas, devido à gravidade dos ferimentos, o adolescente foi transferido para o Hospital Odilon Behrens, onde foi encaminhado às pressas para a realização de um exame de tomografia.
Mãe tentou intervir
A mãe da vítima, que passou por uma cirurgia no abdômen na quinta-feira (30/4), tentou intervir, mas o homem a impediu e a ameaçou de morte. Ela chamou a polícia, que, ao chegar ao local, se deparou com um grupo de moradores da região na porta da residência.
Aos policiais, o adolescente afirmou que este não é um episódio isolado e que o padrasto já usou vassoura e rodo para praticar as agressões. A mãe, que está com o agressor há cerca de oito anos, também já foi agredida anteriormente. Ambos tinham medo de denunciar o homem por receio de represália.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e segue em investigação.