O lar de idosos que desabou na madrugada desta quinta-feira (5/3) no Bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte (MG), não tinha alvará de obras em construção, de acordo com a prefeitura, apesar de relatos de vizinhos que indicam o contrário. O desabamento da edificação onde se localizava a Casa de Repouso Pró-Vida ocorreu por volta de 1h30. No momento do acidente, estavam 29 pessoas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, nove conseguiram sair sem ajuda. Ao menos seis pessoas morreram e várias ficaram feridas, sendo encaminhadas para atendimento médico enquanto equipes seguem nas buscas entre os escombros.

De acordo com a Secretaria Municipal de Política Urbana, os endereços relacionados ao estabelecimento, na Rua Soldado Mário Neto, possuíam alvarás de localização e funcionamento para atividades específicas, com validade até 2030. No entanto, nenhum deles tinha alvará de construção vigente, documento necessário para obras ou alterações estruturais no imóvel.

A casa de repouso funcionava em um complexo que incluía outros serviços, como academia e clínica estética. O prédio tinha quatro pavimentos e cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída, número que supera em mais de três vezes o tamanho do lote, estimado em 350 metros quadrados para a área ocupada pelo lar de idosos.

Informações do Corpo de Bombeiros indicam que o imóvel passou por reformas recentes entre fevereiro e agosto de 2025, com intervenções principalmente no pavimento superior. Pelo porte da edificação e pelo uso coletivo do espaço, o prédio era classificado como de risco III - nível considerado alto - e exigia a apresentação de projeto técnico específico para análise das condições de segurança e prevenção de incêndio.

As vítimas resgatadas com vida foram encaminhadas principalmente para o Hospital Odilon Behrens e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nordeste. O trabalho das equipes de resgate continua, com escavação manual entre os destroços para localizar possíveis sobreviventes.

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O prédio fica em uma área de relevo acentuado, próxima à BR-381 e ao limite com o município de Sabará. Por causa da proximidade com o Aeroporto da Pampulha, autoridades também restringiram o uso de drones durante a operação, para evitar interferência na comunicação das equipes.

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