A população de Juiz de Fora e Ubá foi crucial no encontro de corpos das vítimas de soterramento decorrente de deslizamentos causados pelas fortes chuvas que assolaram as cidades da Zona da Mata, na última segunda-feira (23/2). As buscas foram encerradas em Juiz de Fora e as operações focam no encontro do último desaparecido de Ubá. 

Segundo o chefe do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora, o delegado-geral Eurico da Cunha Neto, nem todos os corpos que deram entrada no Instituto Médico-Legal (IML) chegaram após recuperação direta dos bombeiros. 

Os números oficiais da Polícia Civil definem que 72 corpos passaram por exames periciais no IML, sendo 65 deles vindos de Juiz de Fora e outros sete, de Ubá. Em JF, 62 já foram liberados para as famílias, enquanto em Ubá todos os corpos foram liberados. 

A divergência se mostra quando considerados os números levantados pelo Corpo de Bombeiros, que indicam 61 corpos resgatados em Juiz de Fora e sete em Ubá. Com isso, é esclarecido que os números consideram a ação direta dos bombeiros, não a totalidade das recuperações, que também foram realizadas por populares. 

Um exemplo da atuação da população foi o homem de 39 anos encontrado na noite de sábado (28) em Ubá. De acordo com o comandante do 3º Comando Operacional de Bombeiros (3º COB), Coronel Joselito Oliveira de Paula, o corpo foi encontrado por um morador da cidade.

“Um civil encontrou e acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local. Depois a guarnição conseguiu encontrar um amigo da vítima, que conseguiu reconhecer, identificando até uma tatuagem”, afirmou. 

De acordo com o coronel, o homem foi encontrado a uma distância de onde desapareceu de seis quilômetros em linha reta e nove quilômetros de percurso de água. Segundo ele, a informação é usada para encontrar a última pessoa que está desaparecida em Ubá, cujas buscas com novas direções se iniciaram na madrugada deste domingo. 

Cadela Flecha, de 1 ano e 9 meses, reforça quarto dia de buscas em Juiz e Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Quarto dia de busca por desaparecidos conta com ajuda de colaboradores, bombeiros, cães e militares do Exército Túlio Santos/EM/DA Press
Quarto dia de busca por desaparecidos conta com ajuda de colaboradores, bombeiros, cães e militares do Exército Túlio Santos/EM/DA Press
Quarto dia de busca por desaparecidos conta com ajuda de colaboradores, bombeiros, cães e militares do Exército Túlio Santos/EM/DA Press
Quarto dia de busca por desaparecidos conta com ajuda de colaboradores, bombeiros, cães e militares do Exército Túlio Santos/EM/DA Press
Condutor de cães, cabo Cristiano Couto, do Corpo de Bombeiros Militar de Uberaba (MG) Túlio Santos/EM/DA Press
Bairro paineiras foi um dos mais atingidos na tragédia de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira Túlio Santos/EM/DA Press
Rua do Carmelo, no Bairro Paineiras, em Juiz de Fora (MG) Túlio Santos/EM/DA Press
Josiane Aparecida Teodoro do Nascimento, de 43 anos, espera encontrar o primo de 9 anos que está desaparecido Túlio Santos/EM/DA Press

Os corpos recuperados em Juiz de Fora são de vítimas crianças, adultas e idosas com idades entre 2 e 79 anos. Em Ubá, a idade das vítimas varia entre 32 e 77 anos.

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As buscas por desaparecidos em Juiz de Fora foram encerradas na última noite com o encontro do corpo do menino Pietro, no bairro Paineiras. A atuação da corporação segue na cidade de forma preventiva a novos deslizamentos e, conforme divulgado em coletiva de imprensa, 24 militares que atuavam na cidade foram realocados para as buscas do último desaparecido em Ubá. “O trabalho continua”, afirmou o comandante do 3º COB.

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