Mineiro preso na Bolívia estava com US$ 60 mil e passaporte italiano falso
Douglas de Azevedo Machado, conhecido como "Mancha", estava foragido desde 2024 e é considerado pela polícia como um dos maiores líderes do tráfico de Minas
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Um dos maiores líderes do tráfico em Minas Gerais, Douglas de Azevedo Machado, de 34 anos, conhecido como "Mancha", estava com US$ 60 mil e documentos falsos quando foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele foi localizado no domingo (15/3) em um condomínio de luxo, na companhia da esposa.
O criminoso é mineiro, natural de Contagem, na Grande BH, e estava foragido desde 2024. No fim de semana ele foi localizado e preso na cidade boliviana onde estava vivendo há cerca de um ano com identidade falsa. O homem estava na lista de procurados do Programa Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Em coletiva de imprensa realizada pela PC e pela PF na tarde desta segunda-feira (16/3), as corporações apresentaram o histórico da investigação. Segundo a delegada-geral da Polícia Civil, Letícia Gamboge, “Mancha” possui vasta ficha criminal por tráfico de drogas nacional e internacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O criminoso estava sendo investigado desde 2022 por associação ao tráfico. Douglas Carvalho foi preso em 2023 pela PC e recebeu posteriormente o benefício da prisão domiciliar mediante monitoramento de tornozeleira eletrônica.
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Um ano depois, em 2024, ele rompeu a tornozeleira, que foi encontrada pelos policiais em um macaco de pelúcia durante uma busca e apreensão em uma casa de luxo em Escarpas do Lago, Capitólio (MG), no Sul de Minas. A corporação acredita que o suspeito usava o bicho de pelúcia para driblar o monitoramento da Justiça. Desde a ocasião, Mancha estava foragido.
Alvo antigo
Durante a coletiva foi destacada a larga experiência de Mancha no crime organizado. O criminoso seria responsável, segundo a polícia, por remessas de grandes quantidades de drogas, tanto para a Europa quanto para o território mineiro.
Em 2024, Douglas foi a figura central da Operação Bolt, que tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa. Na época, foram bloqueados 21 veículos e 24 imóveis vinculados ao sujeito e avaliados em R$ 600 milhões.
Além disso, conforme informado ontem pelo superintendente da PF, delegado Richard Murad Macedo, em 2022, Douglas foi alvo de uma operação da corporação no Pará, no Norte do Brasil, quando remeteu 300kg de cocaína para Portugal. “Nós conseguimos realizar a apreensão dessa droga em Portugal, oculta em uma carga de açaí. Posteriormente, foi preso e, em seguida, beneficiado com uma medida judicial. É novamente investigado pela Polícia Civil de Minas”, afirmou ele.
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Documentos falsos
Conforme informado pelas corporações, Mancha foi localizado em um condomínio de luxo em Santa Cruz de la Sierra. Ele estava acompanhado pela esposa e não reagiu à abordagem da polícia boliviana. Com o suspeito estavam uma identidade falsa, um passaporte italiano falso e US$ 60 mil. Segundo as informações repassadas, Douglas de Azevedo, mesmo fora do país, mantinha contatos ligados à rede de lavagem de dinheiro do grupo criminoso.
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O traficante será levado inicialmente para Brasília. Na terça-feira (17/3), ele deve ser transferido para Minas Gerais, onde será encaminhado ao sistema prisional.