OBRAS ATRASADAS

Com atraso, PBH promete entrega da Praça do Papa para este semestre

Reforma do ponto turístico iniciou em 2024 e tinha previsão para ser entregue em julho do ano seguinte

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A Praça do Papa  – oficialmente Praça Governador Israel Pinheiro – passa por reformas desde fevereiro de 2024. A primeira previsão de entrega do ponto turístico localizado no Bairro Mangabeiras, Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG), era julho de 2025. Entretanto, apenas uma pequena parte foi aberta ao público em agosto do ano passado. Depois de três adiamentos, a nova previsão de conclusão da obra é para o primeiro semestre de 2026.

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O Estado de Minas visitou a praça na manhã dessa segunda-feira (9/3) e conversou com pessoas que estavam lá. O administrador Bernardo de Almeida Villela, de 36 anos, revelou a decepção de encontrar as obras ainda em andamento. Ele veio de São Vicente de Minas (MG), no Sul do estado, com a namorada, Amanda Passos Barbosa Tecchio, de 27, para mostrar o lugar onde costumava brincar na infância. 

“Vinha muito aqui na praça e no Parque das Mangabeiras. Eu achava a praça muito bonita e queria mostrar para a minha namorada. Pelo menos essa parte não está fechada. Foi uma surpresa ver essa obra aqui. Se é para melhorar, tudo bem, o problema é demorar muito”, disse Vilela. “Pelo jeito está muito atrasada, está tudo na terra ainda”, completa. 

Para Amanda, além de ver um lugar importante para o namorado, a visita também teve um teor religioso. Como católica, ela queria visitar o ponto onde o Papa João Paulo II rezou uma missa em 1980. “Desde que chegamos aqui em BH o Bernardo fala dessa praça e eu estava ansiosa para conhecer. O papa veio aqui e celebrou uma missa, então é algo muito especial para mim. Estou feliz por pelo menos essa parte estar aberta, mas triste por não conseguir ver a praça toda”, avalia Tecchio. 

A missa celebrada pelo papa João Paulo II foi um marco na história da capital mineira, reunindo uma multidão aos pés da Serra do Curral. Florêncio Antônio de Barros, de 82 anos, mora em Belo Horizonte há 63 anos e esteve na celebração histórica. Para ele, foi um momento marcante em sua vida. Agora, ele cobra que a prefeitura cumpra os prazos estabelecidos: “Álvaro Damião deveria ser mais sensível a essa necessidade e acelerar essa obra. Para o turismo, isso é altamente prejudicial”.  

Quem confirma o impacto no turismo é a guia turística Shirley Novaes Bacelar, de 60. Ela conta que a parada na Praça do Papa é um dos pontos altos do roteiro por mostrar o ‘belo horizonte’ da cidade. 

“Ainda bem que eles liberaram essa parte, onde tem a cruz e o letreiro. Os turistas gostam de visitar a praça e, enquanto ela esteve fechada, fez muita falta. Ao fundo você tem a vista de Belo Horizonte, daí o nome da cidade. Quanto mais rápido liberarem esse atrativo turístico, melhor para nós”, explica Bacelar.

Obras atrasadas

Durante a visita à Praça do Papa, a reportagem testemunhou sete trabalhadores assentando ladrilhos na parte logo abaixo de onde está posicionada a cruz. Imagens de drone mostram que cerca de um terço da área está coberta pelas peças de cerâmica. A escadaria que liga os dois níveis segue sem os ladrilhos. 

 

Obras da Praça do Papa continuam inacabadas e parte do local esta interditado.
Obras da Praça do Papa continuam inacabadas e parte do local esta interditado. Leandro Couri/EM/D.A.Press

Montes de terra são vistos por toda a extensão da praça. Pelo menos três máquinas de grande porte estavam posicionadas no terreno, mas paradas. 

Ao Estado de Minas, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou que a previsão de conclusão das obras é neste primeiro semestre e explicou que os ajustes no cronograma não decorreram de erro de planejamento, mas de situações que surgiram durante a execução da obra. As chuvas acima da média em janeiro e fevereiro também afetaram as etapas de pavimentação, plantio e acabamento.

“O principal desafio foi a produção do piso cerâmico da praça, que precisa seguir especificações rigorosas de cor e textura, já que o espaço é protegido pelo Patrimônio Público. O piso é fabricado por uma única empresa certificada pelos órgãos de Patrimônio, que enfrentou problemas operacionais e dificuldade na produção e entrega da quantidade necessária para atender toda a área”, disse por meio de nota.

Ainda segundo a Sudecap, a obra está na fase de preparo do terreno para plantio de grama, testes do sistema de irrigação, execução final dos passeios e acabamento do piso inferior.

O valor inicial previsto na obra de revitalização foi de R$ 11,112.610,39. Posteriormente, foi acrescentado ao contrato o valor de R$ 875.555,53, totalizando R$ 11.988.165,92, sendo 80% dos recursos provenientes do Banco do Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e 20% do próprio município pelo Recurso Ordinário do Tesouro (ROT).

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A Prefeitura de Belo Horizonte explica que o valor adicionado no projeto é “decorrente de ajustes técnicos necessários à adequada execução do objeto, devidamente justificados e instruídos no respectivo processo administrativo, em conformidade com a Lei nº 14.133/2021” e ressalta que “não houve mudanças no projeto original”.

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