Sobe o número de mortes após temporal em Ubá, na Zona da Mata
Cidade da Zona da Mata registra desabamentos, pontes destruídas e cenário de calamidade após chuva histórica
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O número de mortos após o temporal que atingiu Ubá (MG) na Zona da Mata, subiu para sete, segundo o Corpo de Bombeiros. Os dados ainda são preliminares e podem ser atualizados a qualquer momento.
Ao todo, já foram registradas 18 ocorrências, incluindo salvamentos e resgates em áreas de risco. A cidade vive um cenário de destruição desde a noite de segunda-feira (23), quando um volume extremo de chuva provocou enchentes, deslizamentos e colapso de estruturas.
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De acordo com a Prefeitura de Ubá, foram acumulados 124,2 milímetros de chuva em apenas seis horas. O volume fez o Ribeirão Ubá transbordar, inundando a Avenida Comendador Jacinto Soares de Souza Lima (Beira-Rio) e atingindo pontes e vias centrais.
Desabamentos e colapso estrutural
Imovéis desabaram na cidade, dentre eles dois na Avenida Cristiano Roças e uma residência na Rua da Harmonia. Na manhã desta terça-feira (24/2), vídeos feitos por moradores registraram o momento em que dois prédios desabaram na Rua Cristiano Roças, no Centro de Ubá. As estruturas ficavam em lados opostos da via e cederam após horas de chuva intensa que atingiram o município desde segunda-feira (23).
Um dos imóveis já apresentava sinais de comprometimento estrutural ainda durante a madrugada. Com o solo encharcado e o nível do ribeirão elevado, as construções não resistiram à força da água.Também houve registro de vazamento de gás em uma das áreas atingidas, aumentando o risco para moradores e equipes de resgate.
Pontes destruídas e interdições
Três pontes foram danificadas:
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Ponte Major Siqueira (Avenida Cristiano Roças);
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Ponte da Rua dos Viajantes (Centro);
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Ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida (Bairro Industrial).
Outras estruturas foram interditadas preventivamente para avaliação técnica e segurança da população. Ainda não há balanço sobre o número de desabrigados e desalojados, nem confirmação oficial sobre possíveis comunidades isoladas.
Cidade em emergência
Imagens que circulam nas redes sociais mostram carros sendo arrastados pela correnteza e veículos boiando próximo à Ponte da Bandeira. Em um dos vídeos, um homem aparece segurando-se em um poste, com a água na altura dos ombros, para não ser levado pela enxurrada.
Casas foram invadidas pela água, comércios ficaram destruídos e vias permanecem obstruídas por lama e destroços. Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e da administração municipal seguem mobilizadas no resgate de vítimas, no monitoramento de áreas de risco e no levantamento dos danos.
Serviços suspensos
Devido aos danos estruturais causados pela inundação, estão temporariamente suspensos os atendimentos:
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Farmácia Municipal;
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Centro de Especialidades Odontológicas (CEO);
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Policlínica Regional;
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Equipe de Atenção Primária (EAP) Central;
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Serviço de Transportes Assistenciais.
Os atendimentos de hemodiálise estão mantidos, dentro das condições possíveis.
Como ajudar
A sede da Secretaria de Desenvolvimento Social (antigo Fórum Cultural), na Praça São Januário, foi transformada em ponto de apoio às famílias desabrigadas e local de arrecadação de donativos.
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As autoridades orientam que a população evite sair de casa, salvo em caso de necessidade, e acione o 193 (Bombeiros) ou o 199 (Defesa Civil) em situações de emergência. A previsão indica possibilidade de mais chuvas nas próximas horas, o que mantém o alerta máximo no município.