SEGURANÇA NA FOLIA

Carnaval de BH terá Cabine Rosa contra assédio e violência

Estrutura da PM vai funcionar 24 horas, com policiais mulheres treinadas para atender vítimas durante a folia

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carnaval de Belo Horizonte começou oficialmente no dia 31 de janeiro e, em meio à expectativa de receber milhões de foliões nas ruas da capital, a segurança das mulheres voltou ao centro do debate. Para enfrentar casos de assédio, importunação sexual e outras formas de violência durante a folia, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) vai estrear a Cabine Rosa, estrutura criada para centralizar e humanizar o atendimento a vítimas.

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Serão duas cabines, funcionando 24 horas por dia, instaladas dentro do Centro de Operações Policiais Militares (Copom), onde fica o serviço de teleatendimento 190. O atendimento será feito exclusivamente por policiais femininas, que passaram por treinamento específico para oferecer escuta qualificada, acolhimento humanizado, triagem das ocorrências e encaminhamento adequado de cada caso. 

A mulher poderá acionar o serviço pelo telefone 190 e, nesses casos, a chamada será direcionada para a Cabine Rosa quando se tratar de violência contra a mulher. Outra forma de atendimento será pelo aplicativo Emergência MG, acessado via Telegram ou MG App, na aba “Proteção à Mulher”. Nele o chamado já cai diretamente na cabine especializada.

Segundo a porta-voz da PMMG, capitã Edilaine Andrade de Paulo Carvalho, a Cabine Rosa é uma inovação da corporação para o Carnaval de 2026 e busca dar mais agilidade e humanização ao atendimento. “O atendimento será realizado por policiais femininas, porque mulher entende mulher. É um atendimento especializado para que essas vítimas se sintam realmente acolhidas”, afirmou.

 

Depois do primeiro contato, a policial faz a triagem do caso. Se a ocorrência estiver em flagrante, uma viatura é enviada imediatamente ao local. Se não for flagrante e o autor não estiver mais presente, a vítima é orientada a se dirigir a um posto de registro mais próximo, onde também haverá espaço de acolhimento e atendimento por policial feminina para formalizar a ocorrência.

Entre os crimes que poderão ser atendidos estão situações típicas do Carnaval, como importunação sexual, casos de beijo roubado, toques sem consentimento, além de assédio moral, físico ou psicológico e outras formas de violência. A PM informou que a iniciativa não ficará restrita ao período carnavalesco e seguirá em funcionamento depois, inclusive para casos de violência doméstica.

No Carnaval de 2025, foram registradas 44 ocorrências de importunação sexual em Minas Gerais, sendo 13 em Belo Horizonte. Também houve 13 registros de estupro e 23 de estupro de vulnerável no estado. Na capital, foi contabilizada uma ocorrência de cada tipo.

Marias Bonitas do Lourdes 

O grupo Marias Bonitas do Lourdes foi convidado pela Polícia Militar para atuar como embaixador da Cabine Rosa, com foco na divulgação da iniciativa e na orientação das mulheres durante o Carnaval. Para as representantes Clarissa Vaz e Luciene Albuquerque, a criação de uma estrutura específica representa um avanço no atendimento às vítimas. “A partir do momento em que existe uma cabine e um atendimento específico, a gente sabe que vai ser atendida com mais rapidez e mais eficiência. Isso já é um grande passo”, afirmou a representante do grupo.

Segundo as Marias Bonitas, além da divulgação, a medida também tem um efeito preventivo. “Quando existe uma estrutura e pontos específicos para atender as mulheres, isso também faz com que quem pretende cometer esse tipo de crime pense duas vezes”, disse.

O grupo pretende usar as redes sociais e uma rede de grupos de WhatsApp com cerca de duas mil mulheres para ampliar o alcance das informações. “Nosso papel agora é divulgar o máximo possível. E a gente sempre repete: mulheres, usem a sua voz”, completou.

Estrutura reforçada

Além da Cabine Rosa, a Prefeitura de Belo Horizonte e as forças de segurança anunciaram uma série de medidas para dar suporte aos foliões. A PBH vai aumentar em 20% o número de banheiros químicos nos 123 pontos fixos da cidade. Serão 15.438 diárias de sanitários, entre fixos e volantes, incluindo 442 cabines adaptadas para pessoas com deficiência, 13% a mais que em 2025, distribuídas em bairros como Cruzeiro, Buritis, Barro Preto, Pompeia, Santa Tereza, Floresta, São Luiz, Santa Amélia, Centro e Savassi.

A capital também terá 106 pontos de hidratação em locais estratégicos, como parques e praças. Entre os dias 13 e 18 de fevereiro, dois Postos Médicos Avançados funcionarão na Regional Centro-Sul, no Centro de Referência das Juventudes (CRJ) e na UPA Centro-Sul, com prioridade para casos de intoxicação, desidratação, hipoglicemia, mal súbito, agressões e pequenos traumas. 

Cerca de 400 agentes da BHTrans e da Sumob atuarão no bloqueio e organização do trânsito, enquanto a SLU mobilizará 1.525 garis para a limpeza das áreas dos blocos. A Guarda Municipal trabalhará com todo o seu contingente, somando 2.498 agentes escalados para o período. 

A segurança será reforçada pela Polícia Militar, com 40 mil policiais atuando em todo o estado. Pelo segundo ano, a PM usará drones com reconhecimento facial para monitorar grandes aglomerações, com apoio de duas carretas do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel. 

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A Polícia Civil vai empregar 100% do efetivo e instalar uma delegacia móvel na Praça Sete, enquanto o Corpo de Bombeiros mobilizará mais de 5 mil militares entre a Região Metropolitana e o interior, além de realizar ações preventivas em balneários e cidades históricas. Também serão criadas duas delegacias de plantão, ampliando de quatro para seis o número de unidades em funcionamento.  

*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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